Rondinelli se mostrou surpreso com a demissão de Filipe Luís e com a chegada de Leonardo Jardim ao comando do Flamengo, e também comentou a convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo, com destaque para jogadores do clube. O ex-jogador do Flamengo, autor do gol do título carioca de 1978, falou sobre os dois assuntos em entrevista ao Jornal O Globo.
Troca no Flamengo e constância no futebol
Na avaliação de Rondinelli, a saída de Filipe Luís se encaixa em um padrão que, segundo ele, aparece com frequência no futebol brasileiro. Ele citou a importância de desempenho constante e registrou seu impacto com a decisão:
"Filipe Luís teve momentos memoráveis dirigindo o Flamengo, e no futebol tem que mostrar serviço constantemente. Do nada, eu sinceramente fiquei surpreso com a saída. Mas é o que está acontecendo no futebol brasileiro. Não tem constância."
Rondinelli ainda mencionou o trabalho de Abel Ferreira no Palmeiras como exemplo de constância.
A demissão de Filipe Luís ocorreu depois de um início de temporada considerado decepcionante, o que levou o presidente Luiz Eduardo Baptista a promover a troca. Com isso, Leonardo Jardim foi contratado como novo treinador do Flamengo.
Convocação da seleção e jogadores no exterior
No recorte da seleção brasileira, Rondinelli elogiou a presença de atletas do Flamengo na lista para a Copa do Mundo, citando os zagueiros Léo Pereira e Danilo. Ao mesmo tempo, ele criticou o critério de convocação quando envolve jogadores atuando fora do Brasil.
"Na seleção brasileira, eu convocaria jogadores que atuam no Brasil."
Para explicar a preocupação, Rondinelli afirmou:
"Os que estão na Europa, voando o mundo, estão com a vidinha arrumada, não tem compromissos no Brasil."
Ceticismo sobre a Copa do Mundo
A partir desse entendimento, Rondinelli demonstrou ceticismo quanto ao desempenho da seleção brasileira na Copa do Mundo. A leitura dele passa pela relação entre a rotina de quem atua fora do país e o comprometimento com o futebol brasileiro.