A saída repentina de Michael, no que foi entendido como uma ótima oportunidade de negócio por todos os lados, gerou a chance de Marinho defender o Flamengo, realizando um sonho do pai dele, segundo o próprio jogador revelou. A concretização dessa oportunidade chega quatro anos depois de quase ter acontecido em 2018, quando o clube acertou as bases com o atleta, mas não chegou a um acordo com o Vitória. E nesse período, os dois vão se encontrar em estágios totalmente diferentes...
O Flamengo atualmente é um time que briga por todos os títulos que disputa, com um time titular qualificado e, até a chegada de Paulo Sousa, bem definido, totalmente diferente do clube que era pressionado por justificar, com títulos, os investimentos conseguidos com a reconstrução financeira ocorrida desde 2013. Já Marinho desembarca no Ninho do Urubu em um nível bem maior do que aquele jogador que tinha feito um ótimo brasileiro, após duas excelentes temporadas, em 2019 e 2020/21, quando chegou a ser eleito como o melhor jogador de uma Libertadores.
Isso é exatamente um ponto que precisa ser ajustado: a expectativa de Marinho. No Santos, Marinho era o principal jogador do time, titular absoluto. No Flamengo, pelo menos inicialmente, Marinho chega como uma opção no banco de reservas. É evidente que Marinho não é o substituto de Michael, considerando as características, mas ele chega como o jogador que "acende" o time vindo do banco. Essa função foi muito bem desempenhada por Michael em 2021, sem que o "ex-xodó" rubro-negro tenha reclamado dessa condição em momento algum.
Será que Marinho, tendo mudado de status na carreira, aceitará ter muito menos minutos do que teve nos últimos três anos no Santos? Se ele lidar com isso da mesma forma que Michael lidou, é excelente para o Fla. Mas se, no médio prazo, ele ficar insatisfeito com isso, poderá ser uma influência ruim para o dia-a-dia do clube.
Do ponto de vista de produção para o time, acho que Marinho tem condição de repetir no Flamengo o ótimo futebol jogado no Santos em 2019 e 2020/21. É perfeitamente possível imaginar uma disputa dele pela vaga que vem sendo de Éverton Ribeiro na direita, dando um outro perfil para o setor: mais agressivo, mais em busca do gol e menos de construir por dentro. Nesse aspecto, acho que ele pode ser até mais consistente do que Michael, que foi mal em 2020 e foi excelente em 2021. Considerando os 7 milhões de reais investidos na contratação, acho que foi um bom movimento do Fla.
Quatro anos depois, aconteceu Marinho no Fla
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