Contratações de peso de fora do Brasil que não dão certo deixaram de ser novidade há anos. Só que, nesta temporada, três gigantes brasileiros encaram investimentos em estrangeiros que ainda não deram o retorno esperado: Internacional, Flamengo e Palmeiras.

O caso mais recente e consequentemente o mais leve é o do time gaúcho. Nico López chegou ao clube com ajuda do investidor Delcir Sonda. O preço pago por 50% dos direitos econômicos do atacante beirou os R$ 15 milhões. Até o momento, foram quatro partidas, duas começando na reserva.

O uruguaio ainda não balançou as redes e mesmo com pouco tempo de casa ainda não caiu nas graças do técnico Celso Roth.

"O alto investimento é questão de direção. Todos são iguais, trabalham igual. Ele trabalha como todos e, na minha opinião, não está 100% tecnicamente. Não é físico, é de adaptação, também. E tenho jogadores do quilate do Nico. Valdívia, Sasha, mas tenho certeza que ele vai ajudar muito ainda, tenho certeza", disse o treinador em entrevista coletiva. 

O Flamengo também não conseguiu emplacar um dos últimos investimentos de fora do país. Federico Mancuello chegou ao clube no início desta temporada. O valor investido foi de R$ 12 milhões.

O meia ainda não viveu grandes momentos com a camisa rubro-negra. Até agora foram só três gols anotados em 27 partidas disputadas. A oscilação fez com que o jogador fosse para o banco de reservas.

O último caso é o de Lucas Barrios. Membro importante no título do Palmeiras na Copa do Brasil de 2015, o paraguaio vive mau momento nesta temporada e quase deixou o clube após um entrevero com o técnico Cuca.

Quando ganhou oportunidade, marcou contra o Vitória pelo Campeonato Brasileiro, mas se lesionou na mesma partida. Neste ano, foram 16 partidas e três gols anotados. A falta de ritmo pelas lesões também colabora para que ele não consiga uma sequência. 

O esquema sem centroavante de Cuca, graças a explosão de de Gabriel Jesus também é outro fator decisivo na situação do atacante. 

Barrios veio de graça ao Palmeiras, mas o salário é o que o torna caro. O atacante leva cerca de R$ 1 milhão por mês, pago pela Crefisa. Mesmo em má fase, o paraguaio tem valor de mercado avaliado em R$ 10,9 milhões, de acordo com o "Transfermarket".