Oscar esteve muito próximo de retornar ao Brasil no segundo semestre de 2022 para reforçar o Flamengo . No entanto, mesmo após negociações avançadas com o time carioca, o atleta não conseguiu a liberação do Shanghai Port , da China.

Aos 31 anos, o ex- seleção brasileira contou ao diário “ Superesportes ” que vive “dividido” sobre qual clube defender no Brasil, uma vez que, a filha Julia, de oito anos, torce para o Corinthians , enquanto Caio, seu filho de sete anos, leva o Flamengo no coração.

“Como meus filhos estão crescendo mais, acabam cobrando. Minha filha torce pelo Corinthians, nem eu sei o porquê, e ela "pai, vai para o Corinthians". E meu filho é flamenguista e pede "pai, vai para o Flamengo". Fica nesse embate dos dois aqui (risos)”, disse.

“Eles adoram o Chelsea também, queriam que eu voltasse para o Chelsea algum dia, porque eles eram pequenininhos quando eu estava lá, não lembram muito de eu jogando lá. Às vezes eu tenho essa vontade de voltar para eles acompanharem”.

Apesar de seguir no futebol chinês e estar distante das principais ligas europeias, Oscar admite que ainda sonha com um retorno à seleção brasileira e acredita ter espaço na equipe dirigida atualmente de forma interina por Ramon Menezes.

“Não tem muitos jogadores com a minha característica na seleção de hoje, é muito difícil achar um meio-campista que cria bastante, principalmente no futebol brasileiro, onde tem cada vez menos jogadores assim, então acho que na minha posição tem espaço ainda”.

“Lógico que eu jogando na China e a idade já crescendo um pouquinho, vai ficando cada vez mais difícil. Se eu estivesse na Europa, jogando uma Premier League, na liga italiana ou na liga espanhola, com certeza eu teria muito mais chance de voltar à seleção. Jogando aqui fica um pouquinho mais difícil. Isso sempre foi claro para mim desde quando vim para cá, contou.

Após fazer parte da seleção brasileira que esteve na Copa do Mundo de 2014 , Oscar vestiu a última vez a ‘Amarelinha’ na partida contra o Peru , pelas eliminatorias do Mundial da Rússia, em novembro de 2016. Mesmo assim, ele aposta em uma nova chance no futuro.

“Vi alguns jogadores que estavam aqui indo, como o Paulinho, Renato Augusto e Gil, até o Tardelli foi uma vez quando estava aqui. Antes, em 2018 e 2019, o futebol aqui também era difícil, num nível bom. Agora mudou um pouquinho, estamos recomeçando”.

“Daqui eu acho mais difícil ir para a seleção. A gente nunca sabe o que acontece no futebol, mas, se eu estiver nos próximos anos em um time europeu, talvez eu tenha chance de voltar à seleção”, finalizou.