Destaque do Flamengo na temporada, Lucas Paquetá está de saída para o Milan. Apesar de continuar no clube carioca até o fim da temporada, a negociação não caiu bem com a oposição meses antes da eleição. O Chapa UniFla, que tem Rodolfo Landim como candidato, se manifestou sobre a venda do camisa 11.
Em cinco itens, o grupo não aprovou esse acerto feito pela diretoria nesta reta final do Campeonato Brasileiro, competição que o Rubro-Negro está na terceira colocação e briga pelo caneco com Palmeiras, Inter, São Paulo e Grêmio. Confira abaixo as contestações:
1) É inacreditável que façam isso na reta final do Brasileiro, demonstrando que a diretoria atual não tem o menor compromisso com a vitória.
2) É inaceitável que a venda tenha sido feita por um valor abaixo da multa. E, no mínimo questionável, que tenha acontecido a 82 dias do final da gestão atual. Qual o critério para se abrir mão da possibilidade de um valor maior?
3) Tal fato se agrava com a participação de um VP do Futebol - e candidato à presidência do clube - que recentemente deu declarações sobre a possível venda do atleta, já planejando a aquisição de possíveis substitutos. Nunca é demais lembrar que uma parcela significativa das negociações fica com empresários, advogados, etc. É difícil entender que o clube venda o nosso melhor jogador para comprar outros, havendo ainda perda de dinheiro.
4) O timing da transação é um enigma. Ou a negociação foi fechada e não comunicada para que não atrapalhasse os objetivos eleitorais do presidente Bandeira; ou é um castigo que ele quer impor ao associado e ao torcedor em função do fracasso nas urnas. O que é pior? Ele saber e não contar, ou fechar depois da apuração como forma de punir quem não votou nele?
5) Na nossa visão, craque o Flamengo faz em casa. Mas, na atual administração, o craque feito em casa é vendido de qualquer forma, e o dinheiro é jogado no lixo.
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Crédito Foto: Gilvan de Souza/Flamengo