O que Abel e o Flamengo devem fazer para não 'perder' Arrascaeta 

Um candidato a herói que ninguém pensa que será vilão. A questão sobre onde e em que circunstâncias usar Arrascaeta segue no Flamengo. O principal reforço da temporada vê as brechas diminuírem no time titular, sobretudo depois da vitória sobre a LDU. Entre a comissão técnica e a diretoria, porém, há preocupação em não “perder” o jogador e mantê-lo motivado para buscar seu espaço.

A questão ainda é qual seria esse espaço. Utilizado por Abel Braga pela ponta direita nas primeiras partidas, o uruguaio ganhou em Everton Ribeiro um concorrente de peso. Na ponta esquerda, onde prefere atuar, Bruno Henrique também ostenta status de indiscutível. Restariam as posições por dentro no meio-campo, onde jogam Arão e Diego.

A dupla, porém, mais uma vez demonstrou que taticamente é importante para o esquema de Abel. O treinador terá os jogos contra Volta Redonda, sábado, e Madureira, terça-feira, para variar um pouco a equipe e dar minutos a Arrascaeta onde ele se sentir melhor. Foi assim contra o Vasco, quando o uruguaio fez o gol do Flamengo e atuou mais solto entre a ponta esquerda e o meio.

O campeonato estadual surge então como laboratório para o reforço de R$ 60 milhões, que pode custar até R$ 90 milhões se cumprir metas. Assim que ganhar mais ritmo e confiança, voltará a estar pronto para brigar pela vaga

No clássico contra o Vasco, Everton Ribeiro e Vitinho eram os pontas, e os volantes Piris e Ronaldo. Arão e Diego não atuaram. Assim como Bruno Henrique e Gabriel. Arrascaeta teve bom entendimento com Éverton Ribeiro, parceria ainda pouco repetida. Resta aguardar Abel Braga testar algumas opções para saber exatamente aonde Arrascaeta vai jogar, e com quem vai concorrer.

Ribeiro reedita o ritmo, e reforços das últimas temporadas reassumem protagonismo

Bruno Henrique, Gabigol, Arrascaeta e Rodrigo Caio custaram mais de R$ 100 milhões ao Flamengo, mas quem pede passagem e reassume aos poucos o protagonismo na equipe são os reforços que chegaram nas últimas temporadas. Além do goleiro Diego Alves, decisivo nas duas primeiras partidas da Libertadores, Éverton Ribeiro, que chegou também em 2017, desponta como principal engrenagem da equipe.

Não que os novos contratados não venham, tirando Arrascaeta, causando boa impressão. Mas o estilo de jogo consagrado pelo Flamengo nos últimos anos, e de volta na vitória sobre a LDU, saiu especialmente dos pés de Ribeiro e Diego. O camisa 10, mesmo ainda sob a sombra de Arrascaeta, voltou a comandar as ações de meio-campo, mas agora assume versão mais vertical quando ataca e vigorosa quando defende.

A atuação coletiva elogiada na última quarta-feira no Maracanã, em que pese a falta de eficiência para definir o jogo, também se deu pela participação de peças outrora contestadas, como os laterais Pará e Renê. O Flamengo ainda vai ao mercado no meio do ano para buscar pontualmente alguns reforços. Mas neste início de temporada achou alguns dentro do próprio elenco.

Fonte: Extra

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