O Campeonato Brasileiro de 2026 implementou uma mudança significativa nas regras de transferências, aumentando de seis para 12 o limite de partidas que um jogador pode atuar por um clube antes de ser permitido uma troca de equipe na competição. A alteração, anunciada pela CBF, visa adaptar o torneio ao calendário atípico deste ano, que teve início em janeiro, e busca tornar o mercado nacional mais dinâmico, permitindo que os clubes tenham mais tempo para avaliar o desempenho de seus elencos.
Com o fim da 13ª rodada, vários atletas já ficaram impossibilitados de se transferir para outras equipes da Série A. A nova regra foi introduzida para evitar que jogadores fiquem sem utilização ao longo da temporada, proporcionando mais tempo para ajustes técnicos e decisões estratégicas. A intenção é que os clubes evitem que muitos atletas atinjam rapidamente o teto de partidas, reduzindo assim as possibilidades de movimentação no mercado.
Clubes Impactados
Os clubes que mais enfrentam desafios com a nova regra são Palmeiras e Athletico, ambos com quatro jogadores que já completaram 13 jogos e, portanto, não podem mais atuar por concorrentes diretos. No Athletico, os atletas afetados são Kevin Viveros, Juan Portilla, Santos e Steve Mendoza. O Palmeiras conta com Allan, Andreas Pereira, Carlos Miguel e Flaco López.
Outros clubes também têm jogadores que não podem mais ser transferidos. A lista inclui:
- Atlético-MG: Everson, Tomás Cuello e Victor Hugo.
- Coritiba: Lucas Ronier, Pedro Rocha e Vini Paulista.
- Grêmio: Carlos Vinícius, Cristian Pavón e Weverton.
- Internacional: Bruno Gomes, Rafael Borré e Johan Carbonero.
- Remo: Alef Manga, Marcelo Rangel e Marllon.
- Cruzeiro: Christian e Matheus Henrique.
- Fluminense: Fábio e Kevin Serna.
- Vasco: Léo Jardim e Robert Renan.
- Corinthians: Rodrigo Garro.
- São Paulo: Rafael.
Desafios da Nova Regra
A nova regra traz um efeito colateral significativo. Embora os clubes ganhem mais tempo para tomar decisões, também correm o risco de "prender" ativos valiosos em seus elencos. Cada escalação se torna crucial, pois a utilização de um jogador pode impactar diretamente as chances de negociação.
Um exemplo claro dessa situação é o atacante Hulk, do Atlético-MG. Aos 39 anos, ele ficou fora de um jogo contra o Flamengo, permanecendo com 12 partidas disputadas. Se tivesse jogado, ele teria perdido a oportunidade de se transferir para outro clube da Série A neste ano.
Atualmente, a próxima janela de transferências está marcada para 20 de julho. Oito clubes ainda não ultrapassaram o limite de 12 partidas com seus atletas: Bahia, Botafogo, Chapecoense, Flamengo, Mirassol e Vitória, todos com um jogo a menos, além de Bragantino e Santos. A situação evidencia a necessidade de uma gestão cuidadosa por parte dos clubes na montagem de seus elencos e na definição de estratégias para as próximas rodadas do campeonato.