MPRJ pedirá interdição imediata de São Januário e notificará CBF e Ferj

A barbárie em São Januário pode custar muito caro para o Vasco. Além das punições previstas pelo Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) no STJD, o clube vai ter de lidar com uma denúncia do Ministério Público.

O UOL Esporte apurou que o estádio pode ser interditado, em pedido do MP do Rio de Janeiro (MPRJ) à Justiça nesta segunda-feira (10) - fato confirmado pelo promotor Rodrigo Terra.

"Vamos pedir a interdição de São Januário. Apenas a partir do momento em que forem apresentados os planos estratégicos para grandes eventos é que a Justiça vai examinar se estão de acordo", disse.

Em entrevista ao UOL Esporte, Rodrigo Terra confirmou a intenção e disse que vai notificar também outras entidades que, em sua avaliação, precisam assumir a responsabilidade. Entre elas a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Federação Estadual do Rio de Janeiro (Ferj).

"Temos que notificar, sim, as entidades como CBF e Federação do Rio. São muitas partes envolvidas. E o Vasco também. Cada um com sua responsabilidade", disse

Ao final do jogo, o presidente Eurico Miranda pediu desculpas e afirmou que a confusão teve um viés político.

"O que aconteceu aqui não é Vasco. Isso não é Vasco. Estou apresentando meu pedido de desculpas em nome do Vasco. Realmente o que aconteceu aqui é algo que não tem nenhuma justificativa", afirmou o cartola.

No tumulto, um torcedor do Vasco morreu e outros três foram baleados.

STJD também deve pedir interdição

Além da ameaça via STJD, São Januário corre o risco de ser interditado por uma ação no STJD.  Em contato com a reportagem do UOL, o procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Felipe Bevilacqua, informou que o clube deve ser enquadrado no artigo 213 do CBJD, existindo ainda a possibilidade de se anotar uma irregularidade no artigo 211 e até mesmo de uma interdição momentânea da casa cruzmaltina.

"Precisamos avaliar muito bem e entender a origem. Vamos tentar ser ágeis. Podemos ter até mesmo uma interdição provisória, além do posterior julgamento dos artigos", explicou.

Fonte: Uol