Jornalista fala em "grito de liberdade" de Barbieri: "Vitinho entrou em campo para não jogar"

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Menos de dois meses após ser anunciado como maior contratação da temporada – e mais cara da história o Flamengo (R$ 44 milhões) – Vitinho está em baixa no clube. Contra o Atlético-MG, neste domingo, ele perdeu a titularidade para Matheus Sávio. O camisa 14 até entrou logo após o intervalo, mas foi substituído aos 36 minutos da etapa final por Marlos Moreno.

A decisão pouco convencional do técnico Maurício Barbieri teve apoio da bancada do “Redação SporTV”, especialmente do comentarista Carlos Eduardo Éboli.

- Foi o grito de liberdade de Barbieri. Com 35 minutos de Vitinho colocando a mão na cintura, correndo para não chegar, se esforçando pouco e ineficiente tecnicamente, ele o trocou pelo Marlos Moreno. O Vitinho não conseguia ser uma válvula de escape para o Flamengo contra-atacar. Não pesou o fato de ser o jogador mais caro da história do Flamengo, não pesou ser uma contratação badalada, não pesou a recepção que ele teve. O que pesou foi a decisão do treinador. O Vitinho ontem entrou em campo para não jogar.

- Foi o momento de autonomia do técnico, que se desapegou dos conceitos que temos de que não pode entrar e sair no mesmo jogo. Não rendeu, tem que sair. Agora o problema está com a diretoria. Tem que ver o que o Vitinho quer da carreira. Há um tempo de adaptação, mas ele está entrando na guerra, tem que mostrar serviço. A permanência do Vitinho em campo era um desrespeito com o que estavam fazendo Everton Ribeiro e principalmente o Paquetá, que estavam se doando demais em campo - comentou Éboli.

Èboli apoiou decisão de Barbieri. Por outro lado, Bob Faria acha que treinador chamou o Atlético-MG para o jogo — Foto: André Durão/GloboEsporte.com

Èboli apoiou decisão de Barbieri. Por outro lado, Bob Faria acha que treinador chamou o Atlético-MG para o jogo — Foto: André Durão/GloboEsporte.com

Apesar do apoio a Barbieri em relação à substituição de Vitinho, a troca de Henrique Dourado por Piris da Motta foi questionada na bancada.

- O que mudou o ritmo da partida? Aos 27 minutos (do 2º tempo), o Barbieri tira o Dourado e chama o Piris da Motta. Isso chamou o Atlético-MG para cima. E o Atlético-MG foi. O Elias, que não estava conseguindo jogar, saiu para o jogo. O Atlético-MG colocou muita pressão e poderia ter empatado. O Flamengo não chamou o Atlético-MG muito cedo? O Atlético-MG teve as oportunidades, mas não conseguiu marcar – analisou Bob Faria.

Fonte: Globo Esporte