Jorge Jesus, ex-treinador do Flamengo, fez reflexões sobre sua passagem pelo clube e a atual situação do futebol brasileiro em uma coluna publicada no jornal Record, de Portugal.
Jesus, que comandou a equipe entre julho de 2019 e abril de 2020, conquistou cinco títulos, incluindo Campeonato Carioca, Brasileiro, Libertadores, Supercopa e Recopa, e teve um aproveitamento notável de 81,6%, com 44 vitórias, 10 empates e apenas quatro derrotas.
Em sua coluna, o técnico lamentou sua saída do Flamengo, atribuindo-a à pandemia da Covid-19. "O maior clube que treinei foi o Flamengo. Sem a pandemia, se calhar hoje ainda estaria no Flamengo", afirmou Jesus, expressando saudade e reverência pelo clube carioca. Ele recordou que, durante a pandemia, enfrentou momentos difíceis, incluindo um teste positivo e outro inconclusivo para Covid-19, que o manteve isolado. "Sentia-me numa prisão. Via as notícias e no Brasil a Covid parecia sentença de morte. Então decidi, se era para morrer, que fosse em Portugal", relatou.
A saída de Jesus do Flamengo ocorreu em 2020, quando o Benfica pagou a multa rescisória de 1 milhão de euros (cerca de R$ 6 milhões) para contratá-lo. Desde então, ele passou por clubes como Fenerbahçe e Al-Hilal antes de chegar ao Al-Nassr, em 2025.
Recentemente, o Flamengo demitiu Filipe Luís, que igualou o número de títulos conquistados por Jesus durante sua passagem. Apesar do sucesso de Filipe, a saudade que a torcida sente de Jesus ainda é palpável.
O atual presidente do Flamengo, Bap, nunca escondeu o desejo de trazer o técnico de volta ao clube e durante sua candidatura chegou a dizer: "Como todo católico, eu também espero Jesus um dia (risos)".
Com a saída de Filipe Luís, o Flamengo agora busca um novo caminho sob a direção de Leonardo Jardim, o primeiro treinador contratado pela nova diretoria. A expectativa é que o clube reestruture suas estratégias para retomar a competitividade no cenário nacional e internacional.