"Avión" aos olhos de Vidal, Rodinei alçou seus maiores voos no fim de 2022. Primeiro, com a camisa do Flamengo , ao bater o pênalti que decretou o tetracampeonato da Copa do Brasil, título que lhe faltava. Depois, literalmente numa aeronave, por onde rumou para o sonho do futebol europeu. No próximo domingo, os rubro-negros reveem o Corinthians no palco onde levou o tetra, e o ex-flamenguista abre o sorriso mais que conhecido lembrar da conquista.
- Faz sete meses e eu ainda não acredito que fiz o gol do título. Até hoje eu coloco o vídeo para ver esse gol de pênalti. Não tem como não sentir saudade desse momento, com a euforia no Maracanã. Fico muito feliz de ter deixado esse pedacinho marcado na história do Flamengo - disse ao ge .
Sem Rodinei, o Flamengo volta a enfrentar o Corinthians no próximo domingo, às 16h (de Brasília), no Maracanã, desta vez pelo Campeonato Brasileiro, em partida da sétima rodada.
Rodinei com a camisa do Olympiacos — Foto: Olympiacos
Rodinei deixou o clube ao fim de 2022. Faz pouco tempo, mas é um período que o torcedor já lembra com saudade. Depois dos títulos nacional e também da Libertadores, o clube passou por duas trocas de técnicos e vê algumas posições do time titular serem contestadas, como a própria lateral direita.
- A torcida do Flamengo tem carinho por mim, mas tenho um contrato de dois anos com o Olympiacos. Um clube gigante, um futebol competitivo. É muito difícil de jogar, porque tem muita pressão de torcida. É torcedor jogando garrafa, laser na cara... Mas é isso, vamos para cima. Eu gosto dessa pressão. Meu futebol sobressaiu porque eu vou para cima - explicou Rodinei.
"Os gregos gostam da resenha"
Além do desempenho ótimo em 2022, a passagem de Rodinei pelo Fla ficou marcada pela personalidade irreverente. Característica que o brasileiro levou como trunfo para a primeira experiência internacional. Ele ainda não emplacou o apelido de "avião" que ficou como última impressão do Brasil, mas já se vê em casa na Grécia.
- Avião em grego eu ainda não aprendi. Depois vou perguntar como se fala avião em grego, para eu já avisar: "quando passar a bola, pode dar que a carreta tá embalada" - brincou.
- Eles (gregos) só falam "malaka". É como se fosse "coé, mané". É "malaka" para tudo. "Tudo bem, malaka?". "Boa noite, boa tarde, malaka". Os gregos são muito engraçados. É um povo como a gente, gostam da resenha, gostam de zoar. Já entrosei com eles e é alegria todo dia.
Rodinei fechou com o Olympiacos para a reta final da temporada europeia e ganhou a titularidade com rapidez. O defensor fez 22 jogos nessa reta final, 19 deles como titular. Deu três assistências e foi destaque em outros números, como finalizações, cruzamentos, chances criadas e dribles certos.
- Meus números estão muito altos, ainda mais que não joguei o campeonato inteiro. A minha estreia foi em 3 de janeiro. Meus companheiros me acolheram muito bem, eu tenho facilidade de me relacionar com as pessoas. O momento é bom e consegui me encaixar, eles estão gostando - comemorou.
Outras respostas de Rodinei
Ainda acompanha o Flamengo ?
Palpite para domingo?
- Meu palpite... Vai ser um jogo difícil, não será fácil contra o Corinthians, mas espero que seja 2 a 0 para o Mengão, para a festa da Nação.
Convivência com Marcelo
- Foi uma convivência rápida. Foram só uns dois meses. Me tratou superbem, com toda a humildade. A rivalidade fica fora do campo, por mais que ele seja Fluminense e eu seja Flamengo . Passei o ano novo com ele, porque não estava com a minha família. É um cara que vou levar como um amigo, me deu muitos conselhos, é um vencedor na vida.
- Agora, rivalidade sempre vai ter. Os jogadores sabem como sair. Eu nunca fui de entrar em polêmica, em confusão. Mas até quem gosta de dar uma provocada sabe como sair dessas situações. Já adiantando, chego ao Brasil no dia 28 e, se alguém conseguir um ingresso, vou assistir ao jogo no Maracanã.
Início no Olympiacos
- É um sonho que eu tenho vivido. Desde criança eu tenho o sonho de jogar na Europa, independetemente do lugar que fosse. Com 30 anos, consegui um contrato na Grécia. Estou no futebol europeu e muito feliz. Estou há poucos meses, é um período de adaptação. O povo me recebeu muito bem, tem o calor do povo brasileiro. Vou dar sequência ao trabalho.
Adaptação
- Na primeira semana foi muito difícil. No Brasil, eu fazia aula de inglês, mas o treino era em português... Difícil de aprender. Ainda mais que estou com 31 anos. Aqui, no trabalho, eu só falo em inglês. Então estou evoluindo, já consigo entender e falar um pouco mais. O inglês do meu jeito, na resenha, cortando as palavras, mas consigo me comunicar.
- Os repórteres, as pessoas, todos falam que parece que eu estou aqui há muitos anos. Parecem que são quatro anos, mas são só quatro meses.
Assista: tudo sobre o Flamengo no ge, na Globo e no sportv