O ex-goleiro Bruce Grobbelaar, um dos maiores ídolos da história do Liverpool , revelou em entrevista à BBC que matou um homem antes de se tornar jogador profissional, em 1973.

Tudo aconteceu durante a trágica Guerra Civil da Rodésia (atual Zimbábue), que durou entre 1964 e 1979.

Grobbelaar, que nasceu em Durban, na África do Sul, mas que cresceu na Rodésia e quase foi jogador profissional de críquete antes de se firmar no futebol, não deu muitos detalhes, mas confessou que cometeu o homicídio durante o período conflituoso no país africano.

"Você nunca mais é o mesmo depois que mata alguém. Infelizmente, você tem que conviver com as consequências disso para o resto de sua vida", afirmou.

O ex-goleiro, que foi contratado pelo Liverpool em 1981 e defendeu a equipe até 1994, disse que o esporte o salvou de um possível suicídio.

"Tive sorte de não sucumbir à depressão. O futebol salvou a minha vida", salientou.

Grobbelaar ainda contou que, quando visita a África, sempre encontra algum amigo que acaba lembrando da Guerra Civil da Rodésia, e relatou que isso faz muito mal para sua saúde mental.

"Pouco a pouco você se esquece dessas coisas, mas quando volto à África com meus amigos, eles querem falar disso. Mas eu não quero. Quando ocorre, durantes as próximas duas ou três semanas eu acordo tendo pesadelos e lembrando tudo", lamentou.

Hoje com 60 anos, o ex-atleta está marcado na história dos Reds por ter conquistado seis títulos do Campeonato Inglês, uma Champioins League , três FA Cups e três Copas da Liga, entre outras taças, pela equipe.

Grobbelaar também era o titular da equipe do Liverpool que foi massacrada por 3 a 0 pelo Flamengo na final do Mundial de Clubes de 1981. Nunes (duas vezes) e Adílio estufaram as redes do arqueiro no Estádio Nacional de Tóquio.