O goleiro Alex Roberto, do Flamengo, divulgou uma nota oficial para comentar a capa da versão impressa do EXTRA desta sexta-feira. O arqueiro rebateu o comunicado editorial em que o jornal afirma que não usará mais o apelido "Muralha" sempre utilizado para se referir a ele, em razão de suas recentes falhas em jogo do clube.
"Uma coisa são as críticas que recebemos, e não sou contra, nos fazem crescer. Falhas fazem parte, em qualquer seguimento. Estamos todos sujeitos a isso e buscamos corrigi-las. Brincadeiras da torcida também são normais, o futebol mexe mesmo com todos os brasileiros. Mas outra coisa é mexer com o ser humano. Isso está longe de ser uma brincadeira. A palavra é humilhação, é execração pública", disse o jogador através de sua assessoria de imprensa.
O presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello, concedeu uma entrevista coletiva para comentar o assunto. O cartola afirmou que o jogador treinou normalmente no CT do Ninho do Urubu, nesta manhã, e que não sabia sobre a capa do jornal.
O goleiro deve ser o titular no gol do Flamengo contra o Cruzeiro, no primeiro jogo da final da Copa do Brasil. A partida será no dia 7 de setembro, às 21h45, no Maracanã.
Veja a íntegra da nota:
"Ao tomar conhecimento do que o Jornal Extra, veículo de imprensa de tanta credibilidade e força, escreveu hoje a meu respeito, eu só posso me sentir indignado. Uma coisa são as críticas que recebemos, e não sou contra, nos fazem crescer. Falhas fazem parte, em qualquer seguimento. Estamos todos sujeitos a isso e buscamos corrigi-las. Brincadeiras da torcida também são normais, o futebol mexe mesmo com todos os brasileiros.
Mas outra coisa é mexer com o ser humano. Isso está longe de ser uma brincadeira. A palavra é humilhação, é execração pública. Seguiram linha semelhante a que usam ao se referirem a bandidos que cometem crimes. Sinceramente, eu me senti sendo 'fichado' como tal na capa do jornal. É muito sério. Foi um posicionamento de mau gosto e até irresponsável. O termo ‘vulgo’, que citam no texto a meu respeito, é normalmente usado para designar bandido, e isso causa constrangimento. É um fato que pode até incitar a violência. Numa época tão difícil, em que a gente vê tanta barbaridade por aí, uma atitude como essa não contribui em nada, nem para o jornalismo esportivo nem para o futebol. A notícia não pode perder para as piadas sem graça, que só quem teve a ideia deve estar rindo.
Pelo menos, estou me sentindo abraçado, e aproveito para agradecer ao apoio que recebi da diretoria, da comissão técnica e de todos os meus companheiros, que ficaram tão revoltados quanto eu. E de vários torcedores nas redes sociais, que entendem a situação e percebem que somos humanos e sujeito a falhas. Por este motivo, me sinto fortalecido, mas não poderia deixar de expressar meu descontentamento.”