O Campeonato Brasileiro apresenta uma alta rotatividade de treinadores, tornando o cenário atual descrito pelo jornal espanhol 'AS' como um "inferno dos treinadores". A publicação, datada de 20 de abril de 2026, traz à tona a situação preocupante dos técnicos no futebol brasileiro, com dez demissões já registradas apenas nesta temporada.
Entre os treinadores desligados estão nomes conhecidos como Jorge Sampaoli (ex-Atlético-MG), Fernando Diniz (ex-Vasco), Filipe Luís (ex-Flamengo), Juan Carlos Osório (ex-Remo), Hernán Crespo (ex-São Paulo), Tite (ex-Cruzeiro), Juan Pablo Vojvoda (ex-Santos), Martín Anselmi (ex-Botafogo), Gilmar dal Pozo (ex-Chapecoense) e Dorival Júnior (ex-Corinthians). A lista evidencia a falta de estabilidade e a pressão constante enfrentada pelos profissionais que atuam no país.
Conforme destaca a reportagem, "o futebol brasileiro é uma fonte inesgotável de jogadores que conseguem chegar aos melhores times da Europa, mas a situação é bem diferente para os treinadores que atuam nesse país sul-americano".
Essa afirmação ressalta a disparidade entre a valorização dos jogadores e a precariedade dos treinadores. O texto também menciona Renato Gaúcho como exemplo da falta de renovação, evidenciando que ele já comandou o Fluminense em até seis passagens diferentes, além de ter uma carreira marcada por passagens por clubes como Flamengo e Grêmio.
Por outro lado, o 'AS' contrasta essa realidade com o trabalho de Abel Ferreira, que, desde o segundo semestre de 2020, tem se destacado no Palmeiras com um trabalho longevo e bem-sucedido. A permanência de Ferreira no cargo serve como um contraponto à instabilidade que caracteriza a maioria dos técnicos no Brasil.
A situação dos treinadores brasileiros também reflete no cenário da Seleção Brasileira, que pela primeira vez na história não contará com um treinador brasileiro na Copa do Mundo. O comando ficará a cargo do italiano Carlo Ancelotti, o que evidencia ainda mais a crise de identidade e de renovação na gestão técnica do futebol nacional.
Em suma, a reportagem do 'AS' revela um panorama desafiador para os treinadores no Brasil, onde as constantes demissões e a falta de renovação estão criando um ambiente hostil para os profissionais da área.