No dicionário, rodízio é revezamento alternativo em certas funções ou atividades. Desde que chegou, o catalão Domènec Torrent tem feito mudanças na equipe titular, barrando, por vezes, nomes pesados do elenco, o que chegou a irritar a torcida. O EXTRA foi a uma famosa churrascaria do Rio perguntar para quem vive de rodízio: no prato e no campo, quais estrelas têm que estar presentes?
Para Francisco Brito, garçom flamenguista da Assador Rio’s, apesar de ainda sentir falta de Jorge Jesus, ele vê o rodízio algo positivo para o futebol brasileiro e acha que a torcida precisa ter paciência, mas coloca um adendo.
— No rodízio do Dome não podem ficar de fora nomes como Gabigol e Arrascaeta. Do mesmo modo que peças como, por exemplo, o Tomahawk e o Bife Ancho, estão sempre presentes no nosso rodiízio aqui— argumenta com experiência Brito.
Para Marcelo Altíssimo, coordenador de salão do restaurante, no rodízio de Domènec, Gabriel Barbosa e meia uruguaio são tão indispensáveis, como um bife uruguaio e a picanha brasileira em um rodízio de carnes.
— O carioca ama. Não tem como deixar essas peças de fora, tanto no prato, quanto no campo — defende Marcelo.
Autoridade em rodízio, o coordenador de carnes, Márcio Gaboardi, é um dos responsáveis do preparo das peças que fazem os clientes ficarem com água na boca. Além dos jogadores já citados por seus colegas, Márcio lembra de mais dois que, segundo ele, também não podem ficar de modo algum.
— Além do Gabriel e do Arrascaeta, não tem como deixar de fora o goleiro Diego Alves e o lateral Filipe Luis. É a mesma coisa com a algumas carnes que temos aqui no cardápio, o nível de excelência é tão alto que não há comparação com substitutos. Precisam sempre estar disponíveis para ser um sucesso — afirma Gaboardi.