A imprensa argentina está de olho no Flamengo . Nesta quarta-feira, por exemplo, o Diário Olé publicou uma análise minuciosa sobre a equipe comandada por Jorge Jesus, o "Mestre da Tática".
O jornalista Vicente Muglia, que assina a matéria, inicia o texto com uma sequência abundante de elogios e ainda faz uma afirmação forte sobre o estilo de jogo do time carioca.
"Um treinador muito tático, com jogadores muito técnicos de uma equipe que combina a ordem europeia de toque de bola com o antigo futebol brasileiro. Uma mistura que pode dar trabalho ao River Plate."
"MESTRE DA TÁTICA"
O apelido que Jorge Jesus ganhou em Portugal, "Mestre da Tática", foi destacado na publicação do Olé .
"O treinador que deixou uma marca no Benfica assumiu o desafio de transformar o Flamengo em uma grande equipe, que precisava de alguém capaz de juntar as peças e fazê-las funcionar. E ele conseguiu", analisa o autor do texto.
TIME EUROPEU
Vicente Muglia explica no segundo paráfrago que é possível ver traços do futebol europeu no Flamengo por conta do número alto de titulares que passaram pelo Velho Continente.
"Devido à experiência de vários jogadores, dinâmica e velocidade na transição ofensiva, o conceito se encaixa perfeitamente", afirmou.
A análise do Olé também destaca que o Flamengo conseguiu resgatar o toque antigo do futebol brasileiro.
"Éverton Ribeiro, Gerson, Diego e até o uruguaio Arrascaeta são fiéis expoentes do estilo que historicamente identificou o esporte sul-americano".
CONTROLE
A matéria do jornal argentino ainda explica como a equipe de Jorge Jesus varia taticamente, com o "2-3-3-2 para atacar" e um "4-4-2 para defender".
"O Flamengo é um time que sempre busca o controle da bola, que geralmente não exerce pressão alta, mas que espera no meio-campo e se torna letal quando aproveita os espaços".
Nome por nome, Vicente Muglia escreveu o que cada titular rubro-negro entrega em campo:
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Diego Alves - "um arqueiro que impõe presença";
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Rodrigo Caio e Pablo Marí - "uma defesa que se garante";
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Rafinha e Filipe Luis - "dois laterais experientes e hierárquicos";
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Willian Arão - "um volante central que infiltra";
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Gerson - "um jogador típico da escola brasileira, com toque rápido";
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Éverton Ribeiro - "um meia habilidoso que cai pelas pontas e pelo meio e arma";
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Arrascaeta - "um meia-atacante que vem da esquerda, mas centraliza e chuta para o gol";
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Gabigol - "o melhor atacante da América do Sul, um artilheiro nato com muita mobilidade"
PONTOS FRACOS?
Para o jornalista que assina a matéria, o Flamengo tem problemas na transição defensiva, principalmente pelos lados do campo, com Éverton Ribeiro e Arrascaeta.
A publicação lembra que o Grêmio chegou a dar trabalho ao time de Jorge Jesus quando a partida ainda estava 0 a 0, pressionando e incomodando a saída de bola. "Por isso, o ataque vertical e a pressão alta podem se tornar fatores-chave para a final da Libertadores".