O Flamengo anunciou a demissão de Filipe Luís do comando técnico da equipe na madrugada desta terça-feira, 3 de março de 2026. O comunicado oficial, que surpreendeu o treinador e gerou reações imediatas no elenco, foi divulgado à 1h e a decisão partiu do presidente Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, sendo comunicada pelo diretor José Boto logo após uma entrevista coletiva.
Filipe Luís estava no cargo desde setembro de 2024 e, durante sua passagem, obteve um desempenho notável, acumulando 63 vitórias, 23 empates e 15 derrotas em 101 jogos, o que representa um aproveitamento de quase 70%. Sob seu comando, o Flamengo marcou 183 gols e sofreu 68. O treinador conquistou cinco títulos importantes: a Libertadores, o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil, a Supercopa do Brasil e o Campeonato Carioca.
A decisão pela demissão foi considerada inesperada, já que Filipe Luís havia expressado confiança em continuar no cargo, mesmo diante da pressão externa que enfrentava. “Relevar a pressão externa sobre seu trabalho e mostrou confiança para dar continuidade a ele”, afirmou o treinador em declarações anteriores. No entanto, nos bastidores, havia um desgaste crescente desde dezembro, e a saída é vista como o fim de uma relação que já apresentava fissuras.
Histórico de demissões no Flamengo
A demissão de Filipe Luís se insere em um histórico recente de saídas abruptas de treinadores no Flamengo. O clube já teve episódios semelhantes, onde técnicos, mesmo com títulos ou bons números, foram dispensados. Um exemplo é o de Dorival Júnior, que foi demitido em novembro de 2022, apenas semanas após conquistar a Libertadores e a Copa do Brasil. Na ocasião, a diretoria já negociava com o português Vítor Pereira, e a saída foi anunciada pelo próprio treinador nas redes sociais.
Outro caso marcante foi o de Rogério Ceni, demitido em julho de 2021 em meio a um ambiente conturbado e um início irregular no Campeonato Brasileiro. Ceni, que estava no Flamengo desde novembro de 2020, enfrentava crescente isolamento e falta de respaldo da diretoria.
Além disso, Renato Gaúcho também deixou o cargo após a derrota na final da Libertadores para o Palmeiras em novembro de 2021, apesar de ter um aproveitamento de 72,8%. A avaliação interna indicava que não havia clima para sua continuidade.
A saída de Filipe Luís, portanto, se alinha a um padrão de instabilidade no comando técnico do Flamengo, que, mesmo com conquistas, tem sofrido com mudanças rápidas e inesperadas em sua comissão técnica. O próximo passo do clube agora será definir o novo treinador que dará continuidade ao trabalho na temporada.