Flamengo aprova emenda que veda dirigentes de outros clubes nas eleições

O Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou, em 3 de fevereiro de 2026, uma emenda ao estatuto do clube que proíbe a participação de dirigentes de outros clubes nas eleições da presidência do Flamengo. A votação teve um placar de 409 votos a favor, 111 contra e 15 abstenções, conforme publicado na Coluna do Fla.

A nova regra estabelece que qualquer dirigente de outro time que deseje se candidatar à presidência rubro-negra precisará se desligar de seus respectivos cargos 12 meses antes do pleito. Essa mudança amplia uma proibição já existente no estatuto, que já impedia associados que exercessem cargos de direção em outros clubes de participar do processo eleitoral.

Implicações da nova regra

Com essa emenda, Rodolfo Landim, que foi presidente do Flamengo por seis anos e atualmente tem um vínculo com a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Confiança, ficará impedido de se candidatar enquanto mantiver essa relação. O atual presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, assumiu em 2025 após derrotar Rodrigo Dunshee e pode tentar a reeleição nas próximas eleições, que estão agendadas para 2027, com mandatos iniciando em 2028.

A nova redação do artigo 54 do estatuto especifica: “Ficará impedido de participar de qualquer Poder o associado que atue, direta ou indiretamente, como investidor, acionista, cotista, gestor, administrador, consultor, ou exerça cargo de direção ou de conselheiro, remunerado ou não, em outra agremiação desportiva ou Sociedade Anônima do Futebol (SAF), nacional ou estrangeira, independentemente da modalidade ou divisão que dispute; ou que dela seja torcedor notório.”

Contexto da votação

A aprovação da emenda reflete uma mudança significativa nas regras eleitorais do Flamengo, com o intuito de garantir que a presidência do clube seja ocupada por pessoas totalmente desvinculadas de outras agremiações esportivas. Essa decisão pode ter um impacto direto sobre futuras candidaturas e a dinâmica política interna do clube.

As próximas eleições se aproximam e a expectativa é de que a nova regra gere discussões sobre quem pode ou não se candidatar ao cargo mais alto da diretoria rubro-negra, afetando diretamente a estratégia política de potenciais candidatos.