Favoritismos #17: dicas, palpites e chances de vitória no Brasileirão

O time titular mais jovem da rodada passada, o Bragantino , viaja para enfrentar o mais experiente, o Fortaleza . Entre eles uma diferença na média de idade de praticamente sete anos: a média do Bragantino foi de 24 anos e oito meses contra 31 anos e quatro meses. No agregado dos mandos, o Bragantino é o time que mais finaliza, o Fortaleza , o terceiro que mais faz isso.

O líder Botafogo tem potencial para conquistar sua nona vitória como mandante em nove jogos. Recebe o Coritiba , que não perde há quatro jogos (três vitórias), mas venceu um e perdeu cinco jogos como visitante.

— Foto: Infoesporte

Analisamos 97.433 finalizações cadastradas pela equipe do Espião Estatístico em 3.957 jogos de Brasileirões desde a edição de 2013 que servem de parâmetro para medir a produtividade atual das equipes a partir da expectativa de gol (xG), métrica consolidada internacionalmente (veja a metodologia no final do texto).

— Foto: Espião Estatístico

Favorito >> Fluminense

  • O Fluminense precisará de cuidados especiais com o contra-ataque do Santos , equipe que mais gols fez assim (seis), mas só um quando visitante. O Fluminense é o terceiro time que mais sofreu gols em contragolpes (cinco), mas só um em casa. Os potenciais estarão em campo.
  • Jogo tem potencial para gol do Fluminense a partir de jogada aérea porque a equipe fez quatro dos últimos seis gols dessa forma, mesma influência aérea defensiva do Santos . O Santos marcou sete dos últimos dez gols (quatro dos últimos seis) trocando passes rasteiros, mas o Fluminense sofreu cinco dos últimos seis a partir de jogadas aéreas. Por baixo tem sido mais difícil.

— Foto: Espião Estatístico

Favorito >> Internacional

  • É de se esperar, supostamente, por uma partida mais defensiva. A linha vermelha dos gráficos de xG mostram que os adversários vêm conseguindo impor baixo um nível de ameaça, e a produtividade dos dois ataques também tem baixo nível de ameaça. O Internacional tem a quarta maior resistência defensiva mandante, com um gol sofrido a cada 22,3 conclusões contrárias, e o Cuiabá tem a terceira maior resistência defensiva visitante, com um gol a cada 16,0.
  • O jogo tem forte potencial para gol a partir de jogada aérea porque as duas equipes fizeram quatro dos últimos sete gols dessa forma, o Internacional sofreu assim sete dos últimos nove gols, e o Cuiabá , quatro dos últimos seis gols.

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Favorito >> Athletico-PR

  • O Athletico-PR não sofreu gol em quatro dos oito jogos em casa (50%), quinta melhor marca); o Cruzeiro não sofreu gol em quatro dos sete jogos fora (57%), melhor marca. Mas é um jogo para muitas finalizações: o Athletico-PR é o terceiro mandante que mais finaliza (17,9), e o Cruzeiro , o terceiro visitante que mais faz isso (13,0).
  • A linha preta dos gráficos de xG mostra a forte alta no nível de ameaça do ataque do Athletico-PR , que vem produzindo para fazer mais de dois gols por partida, enquanto o ataque do Cruzeiro ameaça cada vez menos.
  • É outra partida com forte potencial para gol a partir de jogada aérea porque os dois times fizeram assim quatro dos últimos cinco gols e sofreram dessa forma seis dos últimos dez gols e ainda estão com viés de alta: o Athletico-PR levou quatro dos últimos seis gols sofridos após bolas altas, e o Cruzeiro , três dos últimos quatro.

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Favorito >> Corinthians

  • Quando mandante, o Corinthians é muito dominante contra o Vasco , com sete vitórias e uma derrota em 11 jogos. O Corinthians não perde há seis jogos (5 V, 1 E). Nos últimos seis jogos, o Vasco tem 1 V, 5 D. Desta vez, supostamente, é um jogo para poucas finalizações certas: o Corinthians tem a terceira menor média de finalizações que vão no gol (3,7 por jogo), e o Vasco , que mens acerta (3,6).
  • O Vasco vinha de 14 de 15 gols marcados a partir de jogadas aéreas, mas, de repente, parou de marcar assim, o que virou um problema: a equipe não faz gol desde a rodada #12, e desde a #7, marcou só três gols, dois de pênalti. O Corinthians só levou pelo alto três dos últimos oito gols e marcou assim quatro dos últimos sete gols. O Vasco sofreu pelo alto três dos últimos oito gols.

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Favorito >> Fortaleza

  • Na rodada passada, o Fortaleza foi a campo com o time titular mais velho do Brasileirão, com média de 31,4 anos, enquanto o Bragantino foi a campo com a menor média titular da rodada, 24,7 anos. Se repetirem nesta rodada, será uma diferença de praticamente sete anos.
  • No agregado dos mandos, o Bragantino é a equipe de maior produtividade ofensiva, com média de 15,8 finalizações por partida. O Fortaleza é o terceiro time mais ofensivo, com média 14,8, só que o Bragantino tem a nona eficiência (um gol a cada 11,5 tentativas), e o Fortaleza , a quinta pior (um gol a cada 13,9).
  • O Fortaleza tem chegado ao gol principalmente em jogadas rasteiras, com seis dos últimos dez gols marcados em trocas de passes, e o Bragantino sofreu assim sete dos últimos dez gols (cinco dos últimos seis). No ataque, o Bragantino fez quatro dos últimos seis gols a partir de jogadas aéreas, e o Fortaleza sofreu assim seis dos últimos dez gols (mas dois dos últimos cinco).

— Foto: Espião Estatístico

Favorito >> Atlético-MG

  • Em um jogo de baixas resistências defensivas, o Flamengo tem a maior eficiência ofensiva visitante, com um gol a cada 6,7 conclusões contrárias, enquanto o Atlético-MG tem a quinta menor eficiência caseira, com um gol a cada 12,4. Diferença é que o Atlético-MG tem média de 16 finalizações por jogo em casa, e o Flamengo 10,9 fora. O Atlético-MG só não levou gol em um dos sete jogos em casa; o Flamengo só não sofreu gol em um dos oito jogos fora.
  • O Flamengo é o segundo time que mais mantém a posse de bola (57,6%), e o Atlético-MG , o quarto (56,5%). Bem próximo, mas, curiosamente, na soma de desarmes e faltas cometidas, o Atlético-MG tem 33,4 ações defensivas por jogo (terceira maior marca), e o Flamengo , 29,1, sexta menor marca. A ver quem terá maior posse e como irão se defender.
  • Forte potencial para gol a partir de bola aérea: o Atlético-MG marcou assim quatro dos últimos cinco gols, e o Flamengo , cinco dos últimos sete gols feitos. Defensivamente, o Atlético-MG sofreu cinco dos últimos sete gols dessa forma, e o Flamengo , levou assim seis dos últimos sete gols.

— Foto: Espião Estatístico

Favorito >> São Paulo

  • O São Paulo é o segundo melhor mandate do Brasileirão (88%), e o São Paulo , o quinto pior visitante (21%). O São Paulo tem a segunda melhor eficiência mandante, um gol a cada 7,3 tentativas, e o Bahia, a terceira menor resistência defensiva, um gol sofrido a cada 8,2 conclusões contrárias, e como mostra a linha vermelha do gráfico de xG, tem caído a capacidade do Bahia de reduzir o nível de ameaça dos adversários.
  • As duas equipes fizeram seis dos últimos dez gols a partir de jogadas aéreas, mas o São Paulo fez assim um dos últimos cinco gols, e o Bahia, três dos últimos cinco. Defensivamente, os times têm sofrido mais gols em jogadas rasteiras, o São Paulo levou sete dos últimos nove gols em trocas de passes, e o Bahia, três dos últimos cinco.

— Foto: Espião Estatístico

Favorito >> Palmeiras

  • O América-MG venceu um dos últimos cinco jogos, com três derrotas. O Palmeiras também só venceu um dos últimos cinco, com duas derrotas. O América-MG só não levou gol em um dos sete jogos em casa pelo Brasileirão. O Palmeiras não sofreu gol em quatro dos últimos oito jogos fora de casa.
  • Eficiência é o segredo: o Palmeiras tem a segunda maior média de finalizações por partida no agregado dos mandos (14,9), e o América-MG , a sétima (14,1). A diferença é pequena, mas o Palmeiras faz um gol a cada 8,9 tentativas, terceira melhor marca, e o América-MG , a cada 12,4, a 11ª eficiência.
  • Forte potencial para gol aéreo. Embora o Palmeiras venha alternando bolas altas e trocas de passes nos últimos gols feitos, o América-MG sofreu após bolas altas cinco dos últimos sete gols. Já no ataque, o América-MG marcou a partir do jogo aéreo quatro dos últimos seis gols, e o Palmeiras sofreu nada menos que todos os últimos seis gols dessa forma e oito dos últimos dez.

*Devido aos arredondamentos, a soma das probabilidades é diferente de 100% — Foto: Espião Estatístico

Favorito >> Botafogo

  • O Botafogo ainda não perdeu em casa para o Coritiba desde 2006 pela Série A: venceu sete de dez confrontos. Agora, o Botafogo venceu os oito jogos que fez no tapetinho do Nilton Santos . A produtividade do Botafogo caiu, mas em casa está com a quarta maior eficiência, um gol a cada 8,1 tentativas. O Coritiba tem a segunda menor resistência defensiva, com um gol sofrido a cada 7,1 conclusões contrárias.
  • O jogo tem potencial para gol do Botafogo a partir de jogada aérea porque a equipe marcou assim cinco dos últimos sete gols, e o Coritiba tem sofrido metade dos gols após jogadas altas e metade em trocas de passes. Embora o Botafogo tenha sofrido os últimos seis gols a partir de jogadas aéreas, o Coritiba trocou passes rasteiros para fazer quatro dos últimos seis gols e seis dos últimos dez gols.

— Foto: Espião Estatístico

Favorito >> Grêmio

  • O Grêmio vinha construindo um forte crescimento em sua produtividade ofensiva no Brasileirão (linha preta do gráfico de xG), deu uma estacionada, mas ainda assim com potencial para dois gols. Fora de casa, no entanto, tem média de 12 finalizações e um gol a cada 10,3 tentativas, sexta maior eficiência forasteira. A defesa do Goiás está com a quinta menor resistência defensiva, um gol sofrido a cada 7,7 conclusões contrárias.
  • Embora os dois times tenham feito metade dos últimos dez gols em jogadas rasteiras e metade em aéreas, o Goiás trocou passes para fazer cinco dos últimos sete gols, e o Grêmio , quatro dos últimos sete gols. Por esse lado, o Goiás tem maior potencial para fazer um gol rasteiro, porque o Grêmio sofreu assim seis dos últimos sete gols. O Goiás sofreu a partir de bolas aéreas cinco dos últimos sete gols e seis dos últimos dez.

Metodologia

Favoritismos apresenta o potencial que cada time carrega no Brasileirão 2023 comparando o desempenho nos últimos 60 dias como mandante ou visitante em todas as competições e nos últimos seis jogos oficiais, independentemente do mando. Também são consideradas as performances defensiva e ofensiva das equipes no jogo aéreo e no rasteiro. Os cálculos referentes à influência de bolas altas e de troca de passes rasteiros entre gols marcados e sofridos só consideram as características dos gols marcados em jogadas. Gols olímpicos, cobranças de pênaltis e de faltas diretas não contam para determinar a influência aérea ou rasteira por serem cobranças feitas diretamente para o gol.

Apresentamos as probabilidades estatísticas baseadas nos parâmetros do modelo de "Gols Esperados" ou "Expectativa de Gols" (xG), uma métrica consolidada na análise de dados que tem como referência 97.433 finalizações cadastradas pelo Espião Estatístico em 3.957 jogos de Brasileirões desde a edição de 2013. Consideramos a distância e o ângulo da finalização, além de características relacionadas à origem da jogada (por exemplo, se veio de um cruzamento, falta direta ou de uma roubada de bola), a parte do corpo utilizada, se a finalização foi feita de primeira, a diferença de valor mercado das equipes em cada temporada, o tempo de jogo e a diferença no placar no momento de cada finalização.

O desempenho de um jogador é comparado com a média para a posição dele, seja atacante, meia, volante, lateral ou zagueiro, e consideramos o que se esperava da finalização se feita com o "pé bom" (o direito para os destros, o esquerdo para os canhotos) e para o "pé ruim" (o oposto). Foram identificados os ambidestros, que chutam aproximadamente o mesmo número de vezes com cada pé.

De cada cem finalizações da meia-lua, por exemplo, apenas sete viram gol. Então, uma finalização da meia-lua tem expectativa de gol (xG) de cerca de 0,07. Cada posição do campo tem uma expectativa diferente de uma finalização virar gol, que cresce se for um contra-ataque por haver menos adversários para evitar a conclusão da jogada. Cada pontuação é somada ao longo da partida para se chegar ao xG total de uma equipe em cada jogo.

O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para cada jogo ainda não disputado, realizamos dez mil simulações.

*A equipe do Espião Estatístico é formada por: Gabriel Leonan, Guilherme Maniaudet, Guilherme Marçal, João Guerra, Leandro Silva, Roberto Maleson, Roberto Teixeira, Valmir Storti e Victor Gama.

Fonte: Globo Esporte