Nestor Hein detonou a falta de critério do STJD e disparou contra o Rubro-Negro
Nestor Hein , diretor jurídico do Grêmio , se revoltou com o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por conta da punição de R$ 50 mil dada ao Flamengo pelos cantos homofóbicos de sua torcida na partida contra o clube gaúcho, pela Copa do Brasil , no dia 15 de setembro.
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Em entrevista à ' Gaúcha ZH ', o dirigente gremista detonou a falta de critério adotada pelo tribunal, citou o episódio envolvendo o clube gaúcho em 2014 e afirmou que o Flamengo 'manda no STJD' .
"A homofobia hoje está equiparada ao crime de racismo por decisão do STF. Em 2014, o Grêmio identificou todas as pessoas que cometeram atos racistas e, mesmo assim, o STJD excluiu o clube da Copa do Brasil. O Flamengo não identificou nenhuma pessoa que cometeu crime de homofobia. O advogado do clube admitiu que o fato ocorreu e se disse enojado pelo que viu nas imagens. Os auditores também disseram que o fato ocorreu e, mesmo assim, resolveram colocar apenas uma multa de R$ 50 mil. Um deles chegou a dizer que, se condenasse o Flamengo, o clube ficaria com a pecha de ser um clube homofóbico. Por que o Flamengo não pode ficar com a pecha de ser um clube homofóbico? E por que o Grêmio pode ficar com a pecha de ser um clube racista? ", afirmou Hein.
" O Flamengo manda no STJD. O Flamengo sempre resolve as coisas pagando . É sempre punição pecuniária. Ele paga a multa e aí não tem problema. O STJD, por conta dos atos de alguns dos seus auditores, é um propagador de decisões esdrúxulas e absurdas que valem para um clube e não valem para outros. É um tribunal que premia os seus transgressores e as pessoas que não cumprem as suas atribuições . Pode se confiar neste tribunal? Pode se levar a sério um tribunal desses?", completou.
O clube carioca havia sido denunciado pela procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportivo (STJD) na última quarta-feira (3) por conta de cantos homofóbicos praticados pela torcida contra o Grêmio , pela Copa do Brasil, no dia 15 de setembro.
O Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ apresentou uma “Notícia de Infração” no último dia 27 de setembro com vídeos que mostravam parte da torcida entoando o cântico " arerê, gaúcho dá o c* e fala tchê ".