por ​Venê Casagrande
​O Flamengo está há uma semana sem treinador e segue no mercado em busca de um nome ideal. ​No momento, o principal alvo é Renato Gaúcho, atualmente no Grêmio. O 'plano B' é a efetivação de Mauricio Barbieri, auxiliar do clube. Independentemente de quem seja contratado, as dificuldades à frente do Rubro-Negro vão ser as mesmas.
O Esporte Interativo listou abaixo as missões (e não são poucas) que o futuro técnico do Flamengo vai encontrar no Ninho do Urubu.
Ser a última cartada da 'era Bandeira de Mello':
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A diretoria do Flamengo não tem mais tempo de errar. O próximo técnico vai ser o último "tiro", que não pode sair pela culatra. Quem vier, provavelmente, vai ser o último técnico da "era Bandeira de Mello". Não à toa, os dirigentes estão analisando o mercado com muita calma. Carlos Noval, diretor-executivo, deixou isso bem claro na sua coletiva de apresentação, na última segunda-feira (2).
"Eu cheguei há pouco e estou entendendo o que está acontecendo no profissional. Estamos estudando e avaliando os casos. Vamos ver o perfil ideal e resolver com muita calma".
O vice Ricardo Lomba "seguiu o relator" e disse que o Flamengo precisa analisar todas as possibilidades antes de escolher o nome para substituir Carpegiani.
"Temos tempo. Acho que é um tempo suficiente para ajustar o que precisa ser ajustado para seguir forte na Libertadores e começar o Brasileiro".

Resgatar os ânimos dos atletas:
Depois da eliminação na semifinal da Taça Rio, os jogadores, obviamente, sentiram a queda na competição. O primeiro desafio vai ser resgatar a moral do elenco do Flamengo para a disputa do Campeonato Brasileiro e na continuidade da Libertadores, principal foco da diretoria rubro-negra.​

Recuperar alguns jogadores:
Alguns jogadores não vivem boa fase no Flamengo. É o caso de Rômulo, Arão, Geuvânio, Everton Ribeiro e Diego. O próximo técnico vai precisar correr contra o tempo para fazer esses atletas voltarem a jogar bem. O primeiro citado, inclusive, sequer ficou no banco de reservas diante do Botafogo, jogo que Carpegiani teve 12 suplentes.

O meia Diego tem uma responsabilidade ainda maior. Cotado para estar na lista de convocados por Tite para a Copa do Mundo, o camisa 10 do Flamengo precisa provar, no pouco tempo que o resta, que tem capacidade de vestir a amarelinha na Rússia.
Pressão da torcida:
Não é segredo para ninguém que a torcida do Flamengo tem muita influência dentro da Gávea (​Rodrigo Caetano, ex-dirigente do clube, confirmou em entrevista ao Globoesporte.com). Os rubro-negros, inclusive, estão cobrando um título de expressão em 2018. A Libertadores, principal alvo, virou sonho, mas, diante do atual cenário, muitos estão desconfiados e já querem o fim da temporada o mais rápido possível e pedem a chegada de 2019.

Ano de eleição:
Em todo clube brasileiro é a mesma história: ano político? Temporada complicada. No Flamengo, obviamente, não é diferente. O presidente Eduardo Bandeira de Mello, o diretor-geral Fred Luz e o vice Ricardo Lomba estão fazendo malabarismo para que a pressão externa não conturbe ainda mais o ambiente no elenco. O futuro treinador vai ser essencial nessa tarefa.

Créditos das fotos: Gilvan de Souza/ Flamengo e Esporte Interativo