A defesa de Paolo Guerrero pediu à Fifa, neste sábado (4 de novembro), a abertura da amostra B de urina - popularmente conhecida como contraprova, recolhida após o jogo entre Argentina e Peru, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo Fifa Rússia 2018. O jogador está provisoriamente suspenso por 30 dias.
O atacante viaja neste domingo (5) para Lima, no Peru, acompanhado de um advogado. Lá, o jogador vai se reunir com dirigentes da Federação Peruana de Futebol. Guerrero terá a oportunidade de apresentar argumentos ao Comitê de Disciplina da Fifa e, pode até mesmo ir à sede da instituição, em Zurique, na Suiça, para se defender pessoalmente. O que não costuma acontecer normalmente. A defesa do atleta pode solicitar a audiência ou o painel do comitê pode fazer o pedido.
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Responsável pela comissão médica da seleção do Peru, o doutor Julio Segura deu entrevista à Rádio Nacional, do país, e disse que a sua equipe não teve culpa no resultado de doping do atacante Paolo Guerrero. No entanto, José Guerrero, pai do jogador do Flamengo, falou com a mesma emissora e revelou que os médicos aplicaram uma injeção no seu filho antes da partida com a Argentina.
“Tenho toda a segurança que ele não consumiu nada sem autorização. Tomou o que a comissão médica o indicou por conta do muco que tinha, e que não deveria jogar. Aplicaram nele uma injeção antes da partida com a Argentina”, disse José, que fez fortes cobranças à equipe médica do Peru.
“Eu acho que o doutor Segura é ortopedista, não acredito que tenha os conhecimentos para tratar uma gripe. Que fale a comissão médica que aplicou nele, agora lavam as mãos e não querem dizer que aplicaram. Que digam o que foi aplicado antes da partida para que possam dizer à Fifa que ‘isso foi o que ele consumiu’”, concluiu.
Foto: Gilvan de Souza / Flamengo