Com 18 jogos a mais do que o Liverpool em 2019, Flamengo luta até o fim: “Tirar força de onde não tem”

Na final do Mundial contra o Liverpool neste sábado, em Doha, o Flamengo terá que fazer valer a frase que embalou sua campanha em 2019: até o fim. Será o 74º jogo oficial do time rubro-negro na temporada, contra o de número 56 da equipe inglesa, que ainda teve um mês de férias de junho a julho (26 partidas antes das férias mais 28 depois).

Jogadores entendem que Flamengo está preparado apesar da maratona de jogos — Foto: REUTERS/Kai Pfaffenbach

Jogadores entendem que Flamengo está preparado apesar da maratona de jogos — Foto: REUTERS/Kai Pfaffenbach

E, mesmo no fim da temporada, antes do jogo de estreia contra o Al-Hilal, Jorge Jesus comandou treinos intensos em Doha, alguns com até três horas de atividade. Os jogadores terminavam a movimentação exaustos.

Ainda assim, o time demonstrou fôlego e força para reverter o placar na semifinal, com uma atuação mais intensa no segundo do que no primeiro tempo.

- A gente tem que tirar força de onde não tem. Estamos no fim da temporada já, vai ser nosso último jogo. Mas é uma final, a gente - como falei - tem que tirar força de onde não tem e se recuperar, porque vai ser um jogo muito intenso – afirmou Arrascaeta, ainda antes da definição do Liverpool como adversário da final.

O elenco não tem problemas médicos e o departamento anda vazio. Depois da classificação à final, os jogadores que atuaram os 90 minutos fizeram trabalho de recuperação no hotel. Restam duas atividades antes da decisão: uma na tarde nesta quinta-feira, e outra às 10h (horário do Catar) na sexta.

Diego Alves garante que, apesar do ano intenso, o time segue com pernas e fôlego:

- Acho que se tivesse cansaço a gente não ia virar o jogo no segundo tempo. Deu para ver que nosso time está bem preparado. Contra o River, ganhamos no final e ganhamos agora no segundo tempo, correndo até o final. Cansaço quando chega numa competição desse nível... A gente descansou, treinou e está preparado para isso.

Gabigol, porém, acredita que o cansaço bate, mas usa da mesma filosofia Arrascaeta: lutar até o fim.

- A gente está em final de temporada, é inevitável falar isso. Obviamente que o cansaço vem, a gente jogou em uma intensidade muito alta, então é normal que as pernas pesem no final. Mas a gente mostrou que tem muita qualidade, mesmo cansados, sem fôlego, como o Arrasca falou – disse o camisa 9 na zona mista de entrevistas após a vitória sobre o Al-Hilal.

Fonte: Globo Esporte