CBF trabalha ajustes no impedimento semiautomático após gol anulado do Flamengo

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A estreia do impedimento semiautomático no Campeonato Brasileiro já gerou questionamentos depois do gol anulado do Flamengo no empate em 1 a 1 com o São Paulo. O caso voltou a ser discutido por causa da transparência do sistema, que passou a ser usado oficialmente na rodada.

UOL Esporte registrou a polêmica e informou que a CBF trabalha em ajustes para melhorar a exibição do lance, com foco no momento do passe. A anulação ocorreu nos minutos finais, após o sistema identificar que Wallace Yan estava em posição de impedimento por um “biquinho” da chuteira.

Como funciona o impedimento semiautomático

A tecnologia foi implementada para aumentar a precisão e a agilidade das decisões. O sistema opera com câmeras que capturam imagens a 100 quadros por segundo e usa software para identificar automaticamente o momento do último contato do jogador com a bola, o kick point.

A CBF utiliza entre 28 e 32 câmeras dedicadas em cada estádio para a checagem dos lances. A ideia é reduzir dúvidas e aumentar a confiança no processo.

Uso na rodada e tempos de checagem

Na rodada inaugural, o impedimento semiautomático foi utilizado em cinco lances. O tempo médio de checagem foi de 47 segundos.

No recorte do jogo, o gol do São Paulo foi checado em 33 segundos. Já o gol do Flamengo teve a checagem concluída em 64 segundos e acabou invalidado.

CBF ajusta a exibição do lance

A CBF está trabalhando para que o momento do passe seja mostrado na animação do sistema. A medida tem como objetivo deixar mais claro, para quem acompanha pela transmissão, como o kick point foi identificado.

Netto Góes, diretor de Arbitragem da CBF, comentou a estreia do recurso. Ele disse:

“O primeiro fim de semana de utilização oficial do impedimento semiautomático foi extremamente positivo e confirmou que estamos no caminho certo. A tecnologia entregou aquilo que esperávamos: mais agilidade, precisão e segurança nas decisões.”

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