CBF implementa impedimento semiautomático a partir da 20ª rodada do Brasileirão

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou a implementação da tecnologia de impedimento semiautomático a partir da 20ª rodada do Campeonato Brasileiro, que começa no dia 25 de julho de 2026. A medida será aplicada em 20 estádios e tem como objetivo aumentar a precisão e a agilidade nas decisões de arbitragem, com impacto direto nas partidas do segundo turno.

O processo de instalação teve início em janeiro e levou cerca de sete meses. A CBF prevê que os 20 estádios da Série A estivessem prontos para o uso até a data anunciada, utilizando um sistema baseado em câmeras de alta tecnologia para rastrear jogadores e a bola em tempo real.

Como funciona o impedimento semiautomático

A tecnologia utiliza entre 28 e 32 câmeras, com captura de 100 quadros por segundo. A proposta é reduzir o tempo de análise dos lances polêmicos e aumentar a transparência das decisões.

O sistema atua como ferramenta de apoio ao VAR. A decisão final sobre os lances de impedimento continuará sendo feita pela equipe de arbitragem presente no VAR.

Estádios que vão receber a tecnologia

A implementação será feita nos seguintes locais:

  • Arena da Baixada (Athletico-PR)
  • Arena MRV (Atlético-MG)
  • Arena Fonte Nova (Bahia)
  • Nilton Santos (Botafogo)
  • Cícero de Souza Marques (Bragantino)
  • Arena Condá (Chapecoense)
  • Neo Química Arena (Corinthians)
  • Couto Pereira (Coritiba)
  • Mineirão (Cruzeiro)
  • Maracanã (Flamengo e Fluminense)
  • Arena do Grêmio (Grêmio)
  • Beira-Rio (Internacional)
  • Maião (Mirassol)
  • Nubank Parque (Palmeiras)
  • Mangueirão (Remo)
  • Vila Belmiro (Santos)
  • Morumbi (São Paulo)
  • São Januário (Vasco)
  • Barradão (Vitória)
  • Arena Barueri (Palmeiras)

Custos e investimentos

O custo de instalação foi de cerca de 100 mil dólares por estádio. A CBF arca com a maior parte dos custos, com exceção da Arena Barueri, onde o Palmeiras pagou pela operação.

Evolução do projeto

A tecnologia faz parte de um esforço contínuo de modernização da arbitragem no futebol brasileiro. A CBF também trabalha no desenvolvimento de softwares para otimizar a gestão das escalas de árbitros.

“O impedimento semiautomático é visto como uma ferramenta de apoio para automatizar etapas entendidas como essenciais no processo de revisão de impedimentos realizado pelo VAR.”