Carlos Alberto Cardoso Leite, agente FIFA de 55 anos, detalhou sua trajetória no futebol e como a evolução do mercado brasileiro mudou a rotina de agentes e clubes. Em entrevista, ele também apontou Flamengo e Palmeiras como referências recentes na disputa por jogadores, destacando a construção do cenário ao longo dos anos.
Da empresa da família ao agenciamento
Carlos Leite começou no futebol após vender suas lojas de pneus, decisão que o levou a se dedicar ao agenciamento de jogadores. Na conversa, ele conectou o início da vida profissional ao ambiente familiar:
“A minha carreira no trabalho começou na própria empresa, do meu pai e da família.”
A relação com o jogador Léo Lima aparece como um dos pontos que deram início ao caminho como agente, citado como referência do começo da carreira no setor.
Aprendizado com Jorge Mendes
Entre 2004 e 2006, Carlos Leite trabalhou com Jorge Mendes. O período foi descrito como uma etapa de aprendizado sobre o funcionamento do mercado e as exigências da intermediação no futebol.
Crise de pânico e impacto na carreira
A entrevista também aborda um período pessoal que afetou a rotina profissional. Carlos Leite relatou crises de pânico por três anos, fase que o levou a buscar ajuda profissional e que impactou sua capacidade de viajar e manter a frequência de trabalho.
O que o agente faz na prática
Leite afirmou que a atuação do agente vai além do aspecto negocial e inclui orientação e acompanhamento do jogador. Em uma das falas, ele resumiu esse papel:
“Você tem que ensinar o cara até como comer, como lidar, como falar.”
A ideia central apresentada é que o trabalho envolve preparação para a vida no novo contexto, com atenção a aspectos do cotidiano e da convivência.
Flamengo como referência e a leitura do mercado
Ao comentar a mudança do cenário brasileiro, Carlos Leite citou o Flamengo como exemplo de retomada construída ao longo do tempo:
“O Flamengo começou em 2013 essa retomada do Flamengo. São 13 anos que o Flamengo vem trabalhando para chegar no ponto que chegou.”
Nessa mesma linha, ele avaliou a tendência do mercado em uma frase objetiva:
“Acho que a tendência agora não tem volta.”
Jogadores e negociações mencionadas
Na entrevista, Carlos Leite citou atletas com os quais trabalhou, como Paulinho (Palmeiras), Gabriel Sara (Galatasaray), João Gomes (Wolverhampton), André (Wolverhampton) e Anderson Talisca (Fenerbahçe). Ele também mencionou negociações envolvendo Lucas Leiva (Liverpool), Douglas Luiz (Manchester City), Renato Augusto (China) e Gerson (Flamengo e Zenit).
Entre os números citados, Leite mencionou a venda de Paulinho por 20 milhões de euros.
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