Romário foi o estopim para as declarações de Raphinha que colocaram fogo no jogo entre Argentina e Brasil , nesta terça-feira (25), em Buenos Aires, pelas eliminatórias .

Provocado pelo agora senador, o atacante do Barcelona prometeu dar "porradas nos argentinos", "dentro e fora do campo" .

Romário deu todo aval para os planos de Raphinha. Mas, quando era jogador, preferia ser muito mais diplomático quando jogou na Argentina.

Pela seleção, ele nunca jogou em solo hermano . Por clubes, nas competições sul-americanos, preferiu a paz no lugar do clima bélico que compartilhou com Raphinha.

E isso em jogos decisivos, como é possível ler nas páginas do jornal O Globo , em seu acervo digital.

Em 1995, na famosa final da Supercopa da Libertadores, contra o Independiente , Romário nem foi notado em campo pelo Flamengo . Levou uma nota 2 (em escala de 1 a 100 ) por estar apagado o jogo todo.

Assim justificou o jornal a nota baixa: "O burocrata de costume. Isolado no ataque, foi facilmente marcado. E nada fez para evitar a situação".

Em 2000, na campanha do título do Vasco na Copa Mercosul, Romário fez três jogos na Argentina pela competição. Marcou gols contra San Lorenzo e River Plate , e evitou qualquer polêmica prévia às partidas.

Antes de outro jogo pela competição em solo argentino, contra o Rosario Central , alertou para "catimba", mas descartou violência dos argentinos.

"Comigo eles nunca foram desleais. Marcam duro como os nossos zagueiros. Mas um jogo entre essas duas escolas sempre tem a questão da rivalidade. Sabemos que eles usam alguns artifícios, mas nós brasileiros temos de manter o nível", afirmou.

Romário também pedia cautela de seu time jogando na Argentina. Antes do jogo contra o River, disse: "Quem sabe a melhor maneira de jogar é o Oswaldo (de Oliveira, então técnico do Vasco). Para mim, independe. O mais importante é não levarmos gol".

Reforçou a cautela no embarque: "Importante lá é não perder".

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