O Flamengo Esports deu alegria aos fãs brasileiros nesta quinta-feira (3). Em sua estreia na fase de entrada no Mundial de League of Legends, o Rubro-Negro perdeu para a sul-coreana Damwon Gaming, mas venceu a turca Royal Youth de forma confiante.
Em entrevista para a imprensa após o último jogo do dia, o atirador brTT comentou que se surpreendeu com a torcida brasileira que estava presente no estúdio da LEC.
“Uma coisa que me surpreendeu bastante é que tem torcida até aqui no Mundial”, começou ele. “Eu ‘tava’ esperando talvez umas cinco pessoas, mas tinha uma galera ali gritando ‘Flamengo!’, realmente torcedor do Flamengo aqui na Europa. É uma sensação absurda que só me dá mais vontade de ganhar”.
A torcida brasileira viajou horas de ônibus ou avião de diferentes partes da Europa para acompanhar o Rubro-Negro no Mundial em sua etapa em Berlim. Apaixonados como só brasileiros conseguem ser, os torcedores gritavam a cada abate e bateram palmas mesmo após a derrota para a Damwon no primeiro jogo do dia.
Sobre a estreia contra os sul-coreanos, brTT explica que o jogo não deu muito certo por conta de um “erro muito grotesco no primeiro minuto de jogo”, “então não dá pra contar muito com essa partida como referência”.
Ele complementa: “A gente não teve muito problema na questão de laning phase contra os coreanos e já esperava que fosse ser mais ou menos assim. A gente não tava muito preocupado, então acho que dá pra sair com vitória contra eles sim. Acho que é só não cometer esses erros muito grandes”.
Já a segunda partida viu os torcedores quase invadindo o palco de tanta felicidade. Depois de anos de rivalidade crescente entre as regiões, o Brasil finalmente venceu a Turquia de forma confiante. Para brTT, isso se deve muito aos picks de conforto.
“A gente realmente ‘tava’ esperando que eles fossem banir o Thresh, porque o Luci ‘tá’ muito confiante com o campeão, só que eles deixaram aberto. A gente pegou o Thresh e eles não baniram o Draven também, que a gente tava esperando, então fomos pra outra zona de conforto”, explicou o atirador. “[O Draven] é muito bom contra o campeão deles, a Kai'Sa, um pick muito forte, mas talvez eles estivessem esperando que eu não fosse pegar no Mundial ou coisa do tipo. Então aconteceu o que aconteceu. Acho que eles não viram os coreanos banindo”.
Ainda falando sobre a oportunidade de jogar com um de seus campeões favoritos, brTT diz que deixar o Draven aberto parece ter sido um pouco de desrespeito da parte dos turcos, principalmente quando o caçador adversário — Closer — estava jogando com Karthus, um campeão fora de seu estilo de jogo. “Acho que pra próxima partida [os turcos] vão vir mais tranquilos contra a gente”, brincou.
A vitória contra a Turquia teve um gostinho a mais para os fãs brasileiros por conta de provocações recentes de jogadores da Royal Youth, que alegaram que o jogo seria fácil. Quando perguntado sobre isso, brTT foi categórico e disse que “não ‘tô’ nem aí pro que os turcos falaram”.
“Eu acho que eu vi alguém falando que eles ‘tavam’ ‘bullshitando’, falando que ia ser fácil, ou coisa do tipo, mas eu acho que o time tá realmente focado no nosso trabalho, em jogar nosso jogo e mostrar o nosso melhor”, afirmou. “Acho que fazendo isso a gente consegue ganhar deles tranquilamente”.
Durante a entrevista, brTT também comentou sobre a importância do bootcamp que o Flamengo fez antes do Mundial. O time passou cerca de duas semanas treinando na Espanha antes de viajar para a Alemanha, e o tempo juntos fez muito bem para o time, segundo o atirador.
“Acho que [o bootcamp] foi essencial pro nosso psicológico, porque vir pro Mundial com confiança é uma coisa muito boa. Eu acho que se você entra com falta de confiança, jogando contra jogadores muito bons, eles podem simplesmente passar por cima de você. Então o bootcamp deixou nosso time muito mais unido, muito mais confiante por conta do nosso treinamento contra times muito bons. Então a gente tá vindo realmente muito confiante que a gente pode ganhar de qualquer time do play-in”, cravou.
“Qualquer time do play-in” inclui a sul-coreana Damwon, para quem o Flamengo já perdeu, mas o atirador garante que o foco do time está em sair em primeiro lugar do grupo para ter uma MD5 mais “fácil”.
“Com certeza nosso foco é ganhar da Damwon. A gente sabe que é um time muito difícil de se enfrentar, principalmente por conta do top-mid-jungle deles, que são jogadores muito fortes (...). Eles são muito bons mecanicamente, então vai ser um confronto bem difícil, mas eu acho que a gente tem condição de vencer, sim”, finalizou.
O Flamengo jogará as últimas partidas do seu grupo no sábado (5). A revanche contra a Damwon acontece às 9h, e às 11h contra a Royal Youth (horário de Brasília).
*A jornalista viajou à Alemanha a convite da Riot Games