Baptista admite responsabilidade compartilhada no desgaste com Leila Pereira

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Luiz Eduardo Baptista, presidente do Flamengo, afirmou que a deterioração da relação entre os presidentes de Flamengo e Palmeiras não é responsabilidade exclusiva de Leila Pereira e defendeu que os clubes precisam manter a comunicação para avançar em negociações, como a criação de uma liga unificada.

Em entrevista, Luiz Eduardo Baptista também indicou que a rivalidade entre os clubes prejudica discussões desse tipo no futebol brasileiro.

Rivalidade e desgaste entre Flamengo e Palmeiras

Baptista tratou a tensão entre Flamengo e Palmeiras como algo que vai além dos jogos e aparece nos bastidores. Ele disse que divergências entre os clubes tornam mais difíceis conversas voltadas a temas mais amplos.

O presidente do Flamengo mencionou ainda que o ambiente atual é marcado por atritos, citando o episódio em que o Flamengo criticou a arbitragem em um jogo do Palmeiras.

Responsabilidade compartilhada com Leila Pereira

Ao comentar o relacionamento com Leila Pereira, Baptista reconheceu que a má relação não pode ser atribuída apenas a uma das partes. Ele resumiu esse entendimento com uma analogia direta:

"Se eu vou a um evento na sua casa e você me trata mal, por que você acha que vou te tratar bem?"

A fala reforça a leitura de que existe responsabilidade compartilhada na construção do desgaste entre os presidentes.

Rivalidade esportiva, mas diálogo institucional

Mesmo com as divergências, Baptista defendeu a separação entre o confronto entre os clubes e a necessidade de conversa institucional. Ele colocou o ponto nesses termos:

"Flamengo e Palmeiras não precisam ser amigos, mas precisam sentar na mesa e discutir negócio como deve ser feito."

Na mesma linha, o presidente do Flamengo também citou sua postura em relação a Leila Pereira:

"Se me taca uma pedra, vou tacar uma pedra."

Liga unificada depende de comunicação entre os clubes

Baptista apontou que a criação de uma liga unificada no futebol brasileiro depende de diálogo entre Flamengo e Palmeiras. Para ele, essa discussão fica mais difícil quando a relação entre dirigentes é marcada por atrito, já que a comunicação passa a ser tratada como um obstáculo ao avanço das negociações.