O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (Bap), reafirmou a continuidade do projeto de construção de um estádio próprio no terreno do Gasômetro, apesar dos obstáculos financeiros e técnicos. A declaração foi dada no contexto da revisão do cronograma do empreendimento, com a previsão de inauguração estendida para 2036.
O plano faz parte de uma busca do clube por maior autonomia e capacidade de geração de receita com um estádio próprio. Para que isso avance, a atual gestão revisou o planejamento já existente e passou a tratar o tema com cautela, diante de limitações estruturais e custos que ainda precisam ser equacionados.
Desafios técnicos e financeiros no terreno
Entre as dificuldades citadas por Bap estão questões como a descontaminação do terreno e a remoção da estação da Naturgy. São pontos apontados como condicionantes para o andamento do projeto, já que envolvem etapas técnicas que impactam diretamente o cronograma.
O presidente também reforçou que o Flamengo não encara o processo como algo resolvido. Ele associou a continuidade do plano à existência de problemas práticos e à necessidade de encaminhamentos ao longo do tempo.
Bap: projeto segue, mas com cautela
Luiz Eduardo Baptista afirmou que o clube não desistiu do projeto do estádio próprio. Uma das falas foi:
“É possível que em algum momento no tempo a gente tenha mais condições de levar esse sonho adiante. Agora, eu me sinto absolutamente à vontade no Maracanã.”
Na mesma abordagem, ele reconheceu a presença de dificuldades no caminho:
“Tem, sim, problemas, como nós dissemos à época da eleição, que a situação disse que não tinha problema nenhum, e tem.”
Custos estimados e cronograma revisado
O planejamento atual inclui números que ajudam a explicar o alongamento do prazo. Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) estimou o custo da obra em R$ 2,66 bilhões, com a expectativa da diretoria de reduzir esse valor para cerca de R$ 2,2 bilhões.
Com a revisão do cronograma, a previsão de inauguração passou a ser 2036. A mudança no calendário reflete a necessidade de um planejamento mais cuidadoso para que as etapas previstas se tornem viáveis no médio prazo.