O Flamengo foi derrotado pelo São Paulo por 2 a 1 na última quarta-feira, em partida válida pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro, realizada no Morumbi. A polêmica do jogo gira em torno de um lance crucial no final da partida, onde o árbitro Wilton Pereira Sampaio não marcou um pênalti em favor da equipe carioca após um toque entre Alan Franco e Arrascaeta.
De acordo com a análise do VAR, o árbitro de vídeo Rodrigo D'Alonso Ferreira decidiu manter a decisão de campo, o que gerou discussões sobre a validade da chamada. Em uma declaração, Ferreira justificou a não marcação: "Segue a decisão de campo. Ele não muda a passada. O Arrascaeta, quando vai fazer o chute, coloca a perna para trás e bate no jogador do São Paulo. E, mesmo assim, ele conclui a jogada."
O comentarista de arbitragem PC Oliveira, que inicialmente não identificou o pênalti, revisou sua opinião após observar um ângulo diferente do lance. "Eu entendo que esse seria lance de participação do VAR. Em campo é difícil perceber a ação do defensor do São Paulo," comentou Oliveira. Ele ainda completou: "Para mim, foi uma falta imprudente e por esse ângulo eu considero pênalti." No entanto, o ângulo que claramente mostra o toque de Alan Franco em Arrascaeta não foi incluído nas imagens divulgadas pela CBF.
Repercussão da decisão
A decisão do VAR e do árbitro tem gerado repercussão entre torcedores e comentaristas. A falta de clareza nas imagens apresentadas e a interpretação do lance levantam questões sobre a eficácia da tecnologia no futebol. O Flamengo, que buscava um resultado positivo na estreia, agora se vê em uma situação de pressão no início do campeonato.
A situação do clube carioca é delicada, já que a busca por um desempenho consistente é fundamental para suas aspirações no Brasileirão. A derrota e a polêmica gerada em torno do VAR podem influenciar a confiança do elenco e a relação com a arbitragem ao longo da competição.
O próximo desafio do Flamengo será crucial para a recuperação na tabela, e a equipe precisará superar não apenas os adversários em campo, mas também a pressão externa gerada por decisões controversas.