Diego foi o principal alvo do protesto dos torcedores no embarque do Flamengo para São Paulo na tarde deste sábado, no Aeroporto do Galeão . Mas ele estava com a segurança reforçada. Após ter sido tratado como vilão na eliminação do clube para o Athletico-PR na Copa do Brasil, depois de ter perdido um pênalti em cobrança fraca no meio do gol, o jogador já se mostrava preocupado com a sua integridade física.
Diego não é de sair muito e se expor, mas na última quinta-feira, um dia após a eliminação, contratou dois seguranças particulares, acostumados a trabalhar com jogadores de futebol e que já tiveram como clientes Adriano e Diego Tardelli, por exemplo. A dupla esteve protegendo o meia no Galeão e também estará presente na volta do time, prevista para quinta-feira, após o jogo contra o Emelec no Equador, pela Libertadores.
O jogador já havia deixado o gramado do Maracanã na última quarta-feira xingado por torcedores. No aeroporto, enquanto passava pelo saguão, o camisa 10 rubro-negro teve sua família hostilizada e se enfureceu. Ele ficou louco e quis partir para cima de um torcedor, mas acabou contido (veja no vídeo acima registrado pela repórter Raisa Simplício, do site "Goal.com") .
Diego virou principal alvo da torcida não só pela eliminação, mas pelo recente histórico de perdas de pênaltis no Flamengo. Com três cobranças erradas em quatro em 2019, o meia passou a acumular cinco erros em 14 penalidades desde que chegou ao clube. Ele já havia ficado marcado anteriormente por falhar em 2017 contra o Palmeiras e Cruzeiro, na final da Copa do Brasil.
Ainda no Maracanã, na zona mista após a partida, Diego admitiu o desempenho ruim com a camisa rubro-negra no fundamento, mas se defendeu das críticas citando seu histórico:
– Fui campeão do mundo pelo Porto na disputa. Fui duas vezes campeão da Copa América batendo pênaltis. Tive outras classificações em vários torneios batendo pênaltis. Aqui no Flamengo, o aproveitamento não tem sido como eu gostaria, mas as decisões que tomo são sempre conscientes. Durante o jogo, reconheço que há outros jogadores em momento melhor e têm batido, como Gabigol e Everton, mas na disputa, na posição em que estou, não tem como e não vou fazer de passar a bola, passar a responsabilidade.
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