Análise: Fla-Flu pode ser trampolim para pretensões internacionais

A alcunha de clássico mais charmoso do país já diz tudo: o Fla-Flu não cabe nas fronteiras estaduais. Mas a importância do confronto desta quarta, às 21h45, também vai além dos limites nacionais. Estar entre os quatro primeiros da Sul-americana e se manter na briga pelo título é fundamental para as pretensões da dupla carioca, que sonha com relevância internacional.

Nos últimos anos, a Copa Sul-americana tem se distanciado da fama de torneio de consolação do continente. Firma-se como um trampolim para os clubes que desejam ser melhor vistos (ou voltar a ser) no mapa do futebol. Vide o destino de campeões mais recentes.

O Lanús, que ergueu o troféu em 2013, não deixou a boa fase cair: conquistou o campeonato argentino de 2016 e, em 2017, garantiu sua primeira participação numa final de Libertadores (aguarda o vencedor de Grêmio e Barcelona-EQU). Seu conterrâneo River Plate seguiu caminho semelhante: depois de vencer a Sul-americana de 2014, conquistou a Libertadores do ano seguinte.

Flamengo e Fluminense podem fazer o mesmo. Afinal, vontade de subir de patamar internacionalmente não falta. O Fluminense chegou a bater na trave com os vice-campeonatos da Libertadores de 2008 e da Sul-americana de 2009. Mas, depois de 2012, quando conquistou seu último Brasileiro, perdeu força (financeira e técnica).

Já o Rubro-negro, em que pese o sentimento de sua torcida, tornou-se inexpressivo fora do Brasil (é bom frisar: em relação a resultados, já que seu poder econômico é de causar inveja a quase todos os clubes do continente). O Flamengo de hoje acumula vexames e eliminações precoces em competições internacionais e não faz sombra ao campeão da Libertadores e do mundial interclubes de 1981.

Ao vencedor desta noite, é permitido sonhar. E grande.

Fonte: O Globo