Em toda a história das semifinais da Libertadores, contrariando o senso-comum, o time que decidiu a segunda partida em casa saiu eliminado na maioria dos casos. Quem decide fora avançou para a final oito vezes a mais do que quem joga a partida que garante vaga na final com a torcida a seu favor.
Agora, quando a semifinal é entre times do mesmo país o cenário fica equilibrado. Nas 12 vezes em que isso aconteceu, avançaram seis mandantes e seis visitante. Como nesse ano as semifinais da Libertadores são River Plate x Boca Juniors (primeiro jogo no Monumental de Núñez) e Grêmio x Flamengo (primeiro jogo na Arena do Grêmio), a vantagem pode se manter ou pender para um dos lados.
O costume de pensar que decidir em casa era bom na maior parte das vezes fez sentido até o ano de 2002. A partir do ano seguinte, com a classificação de Santos e Boca para a final jogando a partida de volta como visitantes, a vantagem passou a ser sempre de quem jogava contra a torcida.
Na única vez que disputou uma final de Libertadores, o Flamengo não precisou passar por uma semifinal porque o formato da competição era diferente. Já o Grêmio esteve presente em sete semifinais. Avançou em três (duas delas decidindo em casa) e foi eliminado quatro vezes (três delas eliminado no próprio estádio).
O GloboEsporte.com não contabilizou as semifinais que foram realizadas com um terceiro jogo de desempate em estádio neutro (uma em 1960, 1962, 1968, 1969, 1970 e duas em 1965). Do ano de 1971 até 1987, não havia semifinais na Libertadores. A segunda fase era composta por dois grupos de três times e o melhor de cada um deles avançava para a decisão. O formato que conhecemos hoje foi implementado em 1988.