Uma torcida que não merece o que sofre: São Paulo já tem média de 32,5 mil pagantes; nenhum grande que caiu passou dos 22 mil

Ao comparar números de Dorival e Rogério, Antero diz: ‘Qualquer jogo para o São Paulo é complicado’

Se não reagir nas 15 rodadas que restam para o fim do Brasileiro, e evite o rebaixamento para a Série B, o São Paulo não vai poder reclamar da falta de apoio da sua torcida. Depois do jogo contra a Ponte Preta, com mais de 40 mil pagantes, o clube tem agora média de 32.501 pagantes por jogo no Brasileiro, número superado apenas pelo líder Corinthians.

Nunca um grande que caiu teve um apoio tão maciço das arquibancadas: e nem dá para dizer que isso acontece pela imensidão do Morumbi, já que os rivais rebaixados ficaram bem longe de encher os estádios onde jogavam.

É o caso, por exemplo, do Corinthians, que caiu em 2007 levando, em média, 19.978 torcedores por jogo, ou menos da capacidade do Pacaembu, então sua casa. E o clube só foi condenado à Série B na última rodada.

E essa é até a hoje a segunda maior média de um time grande que caiu neste século, que começou com as quedas de Botafogo e Palmeiras, em 2002, quando os cariocas tiveram média de 4.442 pagantes e os paulistas de 12.110.

Dois anos depois, em 2004, o Grêmio foi para a Série B levando 7.498 pagantes aos seus jogos. No ano seguinte, o Atlético-MG foi rebaixado com a melhor bilheteria de um grande que caiu: 21.889 pagantes, ou bem menos da metade da capacidade do Mineirão, sua casa na época.

Nas três vezes em que o Vasco caiu o time teve apoio regular da sua torcida: 13.724 em 2008, 17.618 em 2013 e 12.706 em 2015. Pior foi o Botafogo em 2014, com apenas 11.362 pagantes por jogo.

Um dos raros acertos da atual diretoria do Morumbi é manter uma política de preços baixos no Morumbi. Mas todos os outros grandes que caíram também cobraram preços camaradas para encher o estádio. Mas o são-paulino é quem mais está disposto a empurrar seu time.

Fonte: Espn