O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) manteve Bruno Henrique, atacante do Flamengo, como réu por estelionato em decisão de 11/06/2026. O caso envolve a acusação de manipulação de cartão amarelo durante um jogo do Campeonato Brasileiro de 2023 contra o Santos, e o recurso da defesa foi recusado pelo desembargador Jair Soares.
A denúncia atribui a Bruno Henrique a conduta de forçar um cartão amarelo na partida, com a alegação de que a ação teria ligação com vantagem a apostadores. A defesa sustentou que as casas de apostas, apontadas como vítimas no processo, não apresentaram queixa formal, mas o desembargador não acolheu essa linha de argumentação.
O argumento usado para manter a acusação
Jair Soares considerou que a ausência de queixa formal não impede a continuidade da persecução penal. No entendimento apresentado na decisão, a atuação das casas de apostas junto às autoridades teria sido suficiente para demonstrar o interesse na apuração.
“A representação para os crimes de ação penal pública condicionada não exige formalidade específica, bastando a demonstração inequívoca do interesse da vítima na persecução penal.”
O desembargador também destacou que houve alertas emitidos pelas casas de apostas às autoridades, ponto que fundamentou a manutenção do enquadramento do caso.
Outros réus e a faixa de pena prevista
Além de Bruno Henrique, o processo inclui o irmão do jogador, Wander Nunes Pinto Júnior, e a cunhada, Ludymilla Araújo Lima, entre outros réus. Se condenados, os envolvidos podem enfrentar pena de um a cinco anos de prisão.
Desdobramentos no STJD e renovação com o Flamengo
O caso já tinha passado pelo STJD. Em novembro de 2025, Bruno Henrique foi condenado a pagar R$ 100 mil, sem suspensão do jogador. Paralelamente, o Flamengo renovou o contrato do atacante até o fim de 2027.
Com a decisão do TJDFT, Bruno Henrique permanece como réu no processo criminal relacionado ao episódio de 2023, em meio ao debate sobre fraudes esportivas e suas conexões com o mercado de apostas no futebol brasileiro.