Rio - Durante a entrevista coletiva deste domingo, 25, o técnico Tite foi questionado sobre Daniel Alves, que foi condenado a quatro anos e meio de prisão por ter estuprado uma mulher na Espanha . Nesse sentido, o treinador disse que não pode fazer um julgamento sem ter todos os fatos, mas destacou que todo erro deve ser punido.
"Eu entendo a sua pergunta. Eu não posso fazer julgamento não tendo todos os fatos e todas as informações verdadeiras. Posso falar conceitualmente, conceitualmente todo erro deve ser punido. Agora, não sou julgador e tenho todos os fatos. Fora que há uma etapa de um profissional que trabalhou comigo e existem outras etapas profissionais e pessoais que ele também exerce. Essas eu também não conheço e também não posso julgar. Tem que ter muito cuidado", disse Tite.
"Vou te dizer mais, não agora o fato que foi julgado. Quando fui numa entrevista coletiva que houve um problema com o Neymar, foram 24 perguntas, eu tive que responder 18 a respeito de um suposto (crime de estupro). E eu disse a mesma coisa: 'não tenho conhecimento aprofundado, mas quem erra deve ser punido'. Foi assim que eu aprendi, foi assim que eu fui educado. Primeiro te ensino, segundo tu é punido para que aprenda", completou.
Tite trabalhou com Daniel Alves durante o período em que esteve à frente da seleção brasileira. Juntos - antes do caso de estupro acontecer -, os dois conquistaram a Copa América de 2019. O lateral-direito também esteve entre os convocados por Tite para Copa do Mundo do Catar, em 2022.
CASO DANIEL ALVES
Na última quinta-feira, 22, Daniel Alves foi condenado a quatro anos e meio de prisão por ter estuprado uma mulher no banheiro de uma boate de Barcelona.
O tribunal, que em um comunicado afirmou considerar que foi comprovado o estupro, ainda determinou cinco anos adicionais de liberdade condicional e uma ordem de restrição para que ele não se aproxime da vítima por nove anos.
Ele também terá que pagar uma indenização de 150 mil euros (pouco mais de R$ 800 mil). O ex-jogador pode apresentar recurso contra a sentença.
O Ministério Público, que desde o início das investigações conferiu credibilidade ao relato da denunciante, solicitou pena de nove anos de prisão para o brasileiro.

A defesa, no entanto, havia solicitado a absolvição e, em caso de condenação, havia mencionado o consumo de bebidas alcoólicas como uma das possíveis circunstâncias atenuantes.