Rio - O Flamengo ficou no empate por 1 a 1 com o Cuiabá na noite deste sábado (6 ), no Maracanã. Mesmo com o resultado ruim, a equipe segue na liderança até o fim da 15ª rodada do Brasileirão, pois abriu quatro pontos de vantagem (31 contra 27 de Botafogo, Palmeiras e Bahia). Após a partida, o técnico Tite analisou a atuação do Rubro-Negro.
Fato curioso na partida foram as substituições de Lorran e Werton que haviam entrado no decorrer da partida, para as entradas de Carlinhos e Matheus Gonçalves. Tite explicou as escolhas e elogiou a atuação do goleiro Walter, um dos destaques do Cuiabá.
"Queria trabalhar em cima da projeção. Busquei um jogador de articulação para dar mais volume. Como eu tenho o Lorran junto com o Gerson, que são dois articuladores, eles se procuram, a ideia foi tê-los. Depois, montamos uma estratégia para furar o bloco médio e baixo deles (Cuiabá). Tínhamos que fazer o movimento no último terço", disse.
"(...) Não conseguimos manter a regularidade para colocar a gente na cara do gol, de ter uma finalização mais limpa. Temos que reconhecer que, do outro lado, o Walter estava num dia iluminado", completou Tite.
O calendário do futebol brasileiro voltou a ser tema polêmico na entrevista coletiva do treinador do Flamengo. Bruno Henrique acabou deixando o gramado após uma entorse no tornozelo direito e aumentou a dor de cabeça do departamento médico do clube. Tite criticou o intervalo para a partida contra o Cuiabá.
"Vou falar um pouco pessoal. Eu fui dormir ontem. O primeiro dia depois do jogo (contra o Atlético-MG) você não descansa, tem a energia. Eu não sei se, o Bruno Henrique estando limpo, ele consegue sair do contato e não machucar. Mas quando há jogos excessivos a propensão de um atleta machucar é muito maior. Fica o registro. Se o sindicato dos atletas colocou que 66 horas é o tempo mínimo (entre uma partida e outra), eles estão errados também. Estou colocando na condicional. Eu não sei se isso pode ter influenciado a ele ter se machucado."

Veja outras declarações de Tite:

Volume de jogo sem o segundo gol
"Quando você busca o gol, o emocional também conta. O próximo lance é o mais importante. Vai nessa construção. Mas isso não pode ser circunstancial, tem que ser pensada, articulada. Falei da finesse, do detalhe técnico. Do bom domínio, do bom passe, de abrir o campo. Teve alguns fatores que influenciaram."
Escolhas na equipe
"Todos os atletas podem (entrar mais vezes). As vezes, nós nominamos um. Mas tem outros. O Werton entrou bem contra o Cruzeiro. As vezes quer um jogador de flanco, outro de articulação. Dentro das lógicas e das características, nós procuramos ideias."
Saída de Bruno Henrique
Quando a gente colocou o BH, que não tinha os dois jogadores de flanco, tentamos um jogador de mais flutuação, mais posse. Não sincronizou, não coordenou. Fica um reconhecimento ao Gerson. As vezes o cara chama ele de coringa. É muito difícil executar duas ou três funções dentro de campo. Ele tem uma pré-disposição ao que é melhor para a equipe. Ele executa essas funções para ajudar a equipe. Quando você tem mais articulação você tem mais posse, quando tem mais gente aguda, tem mais verticalidade. A torcida também nos ajudou bastante. Parece que torcedor, a cada dia mais, abraça. É uma torcida que não admite até o minuto final. Esse aspecto orgulhoso dela, competitivo dela, vai até o final."