Diferente da última temporada, o Fluminense começou 2020 com uma novidade importante no time titular: um camisa 9. O dono do número que os tricolores costumam dizer que "faz gols sozinho", agora, é Evanílson. E o jovem de 20 anos tem início arrebatador pelo clube: são seis jogos e quatro gols, estatísticas idênticas à de Fred, ídolo do clube. "É um número muito legal para o meu início de trajetória no profissional. Trabalho duro no dia a dia para dar a resposta nos jogos, e graças a Deus, as coisas estão acontecendo de forma positiva. Ter os números iguais aos do Fred, que é um ídolo do clube, é muito satisfatório para mim. Espero poder continuar correspondendo e dando alegrias à torcida do Fluminense", afirmou Evanílson, em entrevista ao UOL Esporte. O jogador que marcou época com a camisa do Flu desembarcou nas Laranjeiras em 2009 após passagem pelo futebol francês. A história dele no Tricolor é conhecida por todos: 288 jogos, 172 gols, dois títulos do Campeonato Brasileiro, um Campeonato Carioca e uma idolatria que ainda bate forte no coração dos torcedores, que clamam por sua volta, bem possível para 2020. Em seus seis primeiros jogos, Fred marcou quatro vezes: dois na estreia, contra o Macaé, um contra o Bangu, e outro sobre o Águia de Marabá-PA, pela Copa do Brasil. $escape.getH()uolbr_geraModulos('embed-foto','/2020/fred-conquistou-dois-campeonatos-brasileiros-pelo-fluminense-1581637126026.vm') Já Evanílson chegou devagar. Em 2013, o menino de Fortaleza se destacou pelo pequeno Estação, do Ceará, e chamou a atenção do Tricolor. Aos poucos foi desabrochando e foi convocado para a seleção brasileira sub-17. Um drama pessoal, entretanto, interrompeu sua trajetória de ascensão: o jogador perdeu a mãe, em 2017, e sentiu o baque. Sem se destacar, acabou indo para o STK Samorin, da Eslováquia, então filial europeia do Fluminense. Por lá reencontrou o caminho das redes e voltou ao Rio de Janeiro. Então veio a redenção: voltando a atuar centralizado, como camisa 9, o jogador fez 28 gols pelo sub-20 em 2019, suficientes para abrir os olhos da comissão técnica do time profissional, que o puxou da base. E o bom início mostrou que a avaliação foi correta. Tanto que, com contrato a se encerrar em fevereiro deste ano, o Flu precisou correr e ceder grande parte de seu percentual para mantê-lo. Agora emprestado por dois anos pela Tombense, clube de seu agente Eduardo Uram, Evanílson virou titular e têm mostrado muita estrela.
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