Próximo adversário do Flamengo na CONMEBOL Libertadores , o Aucas viu o seu treinador César Farías agredir dois atletas do Delfín em partida disputada no Campeonato Equatoriano , no último domingo (11). E o comandante recebeu uma punição severa: 14 meses.
No julgamento feito pelo Comitê Disciplinar da LigaPro, que organiza o Campeonato Equatoriano, César Farías acabou pegando dois meses por conduta violenta, além de 12 meses por agressão a um rival. A defesa pretende recorrer e diz que o treinador sofreu xenofobia.
"Estamos enfrentando uma sanção muito desproporcional, incluindo um possível ato de discriminação”, disse Andrés Holguín, advogado de defesa de Farías, ao Machdeportes .
A defesa alega discriminação por conta das punições recebidas. No primeiro lance (veja acima) Holguín tratou a situação como legítima defesa, dizendo que o comandante reagiu à trombada que levou. E para defender a atitude de Farías na sequência, o advogado cita um lance de agressão na rodada, envolvendo Roberto Luzarraga, do Técnico Universitario, que deu uma cabeçada em um árbitro e recebeu uma punição de oito meses.
Ainda ao Machdeportes, Holguín argumentou dizendo que o regulamento prevê uma punição dobrada em casos de agressão a um árbitro. Se Luzarraga recebeu oito meses de gancho pela cabeçada ao árbitro, Farías deveria receber quatro meses e não 12 de gancho.
"Há uma clara desproporção. E isso sem analisar o fato de que na segunda agressão que o árbitro coloca, César a executa em seu legítimo direito de defesa, porque o jogador do Delfín (Oyola) vai atacar o técnico, que agarra pelo pescoço para neutralizá-lo", disse o advogado, que promete ir até o TAS (Tribunal Arbitral do Esporte) se for necessário.
"É por ser venezuelano que a sanção mais grave está sendo aplicada a ele?", questionou Holguín.