Fora da Americup e com um desfalque que se estenderá até o fim do ano para o Flamengo, o pivô Ruan Miranda recebeu uma emocionante homenagem antes do jogo da Seleção Brasileira contra a República Dominicana, realizado nesta quinta-feira (28). A equipe, ciente do momento difícil que o atleta enfrenta, fez questão de lembrá-lo em um gesto que simboliza a união e o apoio entre os jogadores.
O gesto simbólico
Durante a execução do hino nacional brasileiro, Lucas Dias, ala da Seleção, segurou uma camisa com o número 30 e o nome "Miranda", em uma clara demonstração de que o grupo não esqueceu de seu companheiro. Este ato de solidariedade destaca a importância do espírito de equipe, especialmente em tempos de adversidade. Ruan, que vive um desafio significativo em sua carreira, sentiu a gravidade da situação ao ser forçado a se afastar das quadras.
O que aconteceu com Ruan Miranda?
A lesão de Ruan ocorreu durante uma partida entre Brasil e Estados Unidos, também pela Americup, que terminou com vitória dos americanos. Após a contusão, exames revelaram um rompimento no ligamento cruzado anterior do joelho, uma lesão que, em média, requer de seis a nove meses de recuperação para atletas de alto nível. Com isso, o pivô ficará fora do Mundial de Singapura, programado para setembro, e sua participação na próxima temporada do Novo Basquete Brasil (NBB), que começa em 20 de outubro, é altamente improvável.
Vitória e avanço nas semifinais
Após a homenagem a Ruan, a Seleção Brasileira entrou em quadra e conseguiu uma importante vitória sobre a República Dominicana, com um placar de 94 a 82. O início do jogo foi desafiador, com a equipe enfrentando a força do adversário, considerado uma das sensações da competição. No entanto, a determinação e o talento dos jogadores garantiram a classificação para as semifinais, onde enfrentarão a Nicarágua.
A situação de Ruan Miranda serve como um lembrete da fragilidade da carreira esportiva e da resiliência necessária para superar desafios. A torcida e os companheiros de equipe continuam a apoiar o pivô, que, apesar das dificuldades, permanece uma figura central no Flamengo e na Seleção Brasileira.