Sampaoli diz que mexida de Diniz surpreendeu Flamengo: "Incomodou a gente"

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Flamengo e Fluminense empataram sem gols no Maracanã, neste domingo, pela 15ª rodada do Brasileirão. O jogo ficou marcado pela atuação do VAR, que anulou dois gols, um para cada equipe, por faltas nos inícios das jogadas. Após o silêncio na vitória contra o Athletico, na Copa do Brasil, em protesto contra a arbitragem, Sampaoli deu entrevista coletiva no Maracanã.

- Basicamente na cultura de jogo em ter a possibilidade de aguentar por 90 minutos como o time fez no primeiro tempo, com muita energia e decisão, para tentar ganhar o jogo. Também é um tempo de recuperação. A equipe vem de jogos em campos sintéticos, uma classificação contra o Athletico-PR. Jogamos contra um time bom e descansado. O futebol tem muita coisa, então, seguiremos tentando construir uma ideia de jogo que nos permita descansar com a bola e dominar a partida para que o jogo não tenha que se correr tanto, porque senão o time vai sofrer como sofreu no segundo tempo - analisou Sampaoli, que completou:

- Penso que fizemos um primeiro tempo de muita exigência física, que empurramos o Fluminense contra o gol deles. No segundo tempo, sentimos um pouco esse ritmo de pressão. Os ajustes de pressão eram diferentes. Eles conseguiram sair da nossa pressão.

Sampaoli, do Flamengo — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

No intervalo, Fernando Diniz trocou Martinelli por Lelê, mas Sampaoli disse que o que surpreendeu o Flamengo foi uma mudança tática da equipe tricolor, que mudou a dinâmica dos jogadores em campo, explorando a inversão de lados. Com a equipe cansada, para o técnico, o Fluminense conseguia superar a pressão dos jogadores rubro-negros, que funcionou no primeiro tempo.

- Penso que quando Diniz trocou usando mais os lados (quando o jogo mudou), o Fluminense costuma a usar o mesmo lado, de maneira vertical. Poucas vezes eles trocam de lados. Com isso, a gente não pressionava e eles invertiam o lado no segundo tempo. Eliminavam o lado do campo. Isso nos surpreendeu, ajustamos, mas complicou um pouco. Quando eles trocaram o Lelê, para colocar nas pontas, ele incomodou a gente. Tivemos que mudar a estrutura porque estávamos muito expostos. Tivemos que corrigir, são decisões, porque o time estava complicado.

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Alternativas de jogos

- Hoje buscamos muitas alternativas. Mudamos no momento em que o Fluminense era melhor que nós (...) Quando eles trocam Lelê e ficam com dois pontas, tenho o Wesley muito em cima e era um incômodo para nós. Então decidi recuar o Wesley e colocar um atacante pela direita como é o Luiz Araújo, modificando a estrutura porque estávamos muito expostos. São decisões que tomamos para corrigir quando o time está em dificuldades.

Sequência de jogos decisivos

- Creio que a sequência de jogos que o time tem vai elevando a competitividade. O time vai tomando decisões, jogo contra Palmeiras, eliminamos o Fluminense e o Athletico-PR na Copa do Brasil... viemos com muito desgaste psicológico, inclusive anímico. Jogar um clássico depois disso gerando toda energia que o tive teve no primeiro tempo, sentiu no segundo. Valorizo também o rival, que mudou a estratégia e nos complicou também. Mérito do Fluminense que jugou muito e joga bem. Fomos superados por eles. Não porque baixamos ou subimos. A realidade para mim é essa.

Arbitragem

- Em respeito a arbitragem, eu não falo nunca. Eu gostava de estar aqui na conferência depois do Athletico-PR, mas foi ordem da diretoria. Considero, sempre, considero que não gosto de falar da arbitragem nunca. Na rodada final, sempre acaba sendo equitativo. Como falei na ronda de imprensa do Palmeiras. Erros são humanos, VAR, muita coisa. Minha postura é não falar, não criticar. Eu não posso resolver isso. Não está nas minhas mãos. Nas minhas mãos está o time.

Sobre o meio campo do time e reforços

- Penso que não temos algum volante como Gerson, que tem muita boa aparição, que todo tempo provoca essa condição. Pela direita, não, porque o Everton Ribeiro é um jogador de jogo, mas a aparição de Wesley e, quando joga Ayrton Lucas, tem o avanço. Hoje jogou o Filipe Luís como lateral interno e Cebola apareceu como extremo, jogando alto e ganhando amplitude. São decisões que o time vai tomando.

Jogadores do Flamengo se despedem de Vidal — Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

- Quando se está no Flamengo é esperado que chegue jogadores que elevam o nível dos que estão. A necessidade é de repor a saída de Vidal. É uma necessidade que o time tem e estamos buscamos alternativas, nessa posição de volante misto. O mercado sempre se vá, seguramente, se ver em entradas e saídas. Temos que estar atentos e não podemos ser surpreendidos. Um time para lutar coisas importantes em um ano difícil, de transição, tem que ter a possibilidade de ter um jogador que resolva, por si só, determinadas coisas no campo.

Gabigol, do Flamengo, comemora gol sobre o Athletico na Copa do Brasil — Foto: Reprodução

Expectativa para confronto contra o Grêmio, pela Copa do Brasil

- É uma satisfação. É um feito muito grande eliminar um time difícil como o Athletico-PR. Temos uma semifinal duríssima contra o Grêmio. Estamos nos preparando para isso focar muito em saber que essas partidas de eliminações são finais. Hoje o time competiu como se fosse uma final. Em alguns momentos melhores e, em outros, piores. O Flamengo precisa aprender a sofrer em algum momento, tem que aprender a golpear no momento de domínio. O caminho que o time vai construindo para sair da etapa inicial de ano muito confusa, o time está crescendo para mim.

Assista: tudo sobre o Flamengo no ge, na Globo e no sportv

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