por ​Monique Danello e ​Thayuan Leiras


Rafael Vaz vive os primeiros meses como "gringo". O zagueiro resolveu tentar a vida no futebol longe do Brasil e fez as malas para jogar na Universidad de Chile, dando adeus ao Flamengo. Os companheiros são outros e, ainda por cima, falam outra língua. No vestiário, o pagode e o funk foram substituídos pelo reegaeton.


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A escolha do defensor contraria a grande tendência do momento: a importação de jogadores para o Brasil. Em 2017, 69 gringos entraram em campo pelo Campeonato Brasileiro, número que é recorde histórico. O jogador, que voltou ao Rio de Janeiro para a estreia na Copa Libertadores, contra o Vasco, explica porque resolveu contrariar as estatísticas.


"Eles demonstraram interesse e me apresentaram um projeto que me agradou bastante. O time tem uma baita estrutura e é um dos mais vencedores e tradicionais do país. Não tinha porque não ser uma boa aposta", disse Vaz ao Esporte Interativo, contando também o que já percebeu do futebol chileno.


"Tem traços parecidos com o brasileiro. É veloz, de muita agressividade com a bola e de muita intensidade sem ela. Tem muitos jogadores técnicos e habilidosos".

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Vaz vai reencontrar o ex-clube nesta terça-feira (13), em São Januário


Esporte Interativo: Como está sendo sua adaptação ao clube, idioma, outra cultura?


Rafael Vaz: "Fantástica. O grupo me recebeu da melhor forma possível, me deixando bastante à vontade. O clube tem uma estrutura de primeiro mundo, o que ajuda demais na adaptação. Me forneceram todo o suporte possível. Aos poucos, estou aprendendo mais espanhol e conhecendo um pouco mais da parte cultural, mas Santiago já me conquistou".


Como sentiu o vestiário e os hábitos dos jogadores? A rotina é muito diferente do Brasil?


"Claro que muda algumas coisas. A música no vestiário não é pagode nem sertanejo. Mas, estou gostando do reggaeton. E o grupo é bem tranquilo, bastante acolhedor, o que tem me ajudado bastante".


A La U mostrou para o mundo bons jogadores recentemente, e alguns deles até fizeram sucesso no Brasil, como Montillo e Vargas. Em quem os times brasileiros precisam ficar de olho nessa Libertadores?


"Se eu falar, estrago o mistério. Mas, nosso grupo tem muitos jogadores de qualidade. Jogadores de peso, com passagens por seleções e experiências em grandes competições. É um dos elencos mais fortes no qual já trabalhei".


Ficou alguma mágoa, depois da sua saída do Flamengo? O que você acha que foi determinante pra isso?


"Difícil falar em mágoa. Vivi dias muito felizes com a camisa do Flamengo, e é disso que gosto de lembrar. Joguei três finais importantes, conquistei títulos, realizei sonhos. Sou realmente muito grato ao clube e à Nação".

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Zagueiro saiu do Flamengo rumo ao Chile nesta temporada


Já teve algum contato com Rueda (ex-treinador do Flamengo) depois que chegou no Chile?


"Não, ainda não. Mas caso aconteça de nos encontrarmos, será um grande prazer. Já desejei toda sorte do mundo para ele nesse novo desafio. É um cara extremamente competente. Certamente, fará um grande trabalho".


O que esperar dessa estreia amanhã na Libertadores, contra uma equipe que você conhece muito bem, comandada pelo Zé Ricardo, que também foi seu treinador?


"Estamos preparados para fazer um grande jogo. Temos que usar a inteligência e jogar a pressão pro lado deles. Se atuarmos com muita atenção e no nosso melhor nível técnico, tenho certeza que alcançaremos nosso objetivo".


Fotos: Divulgação e Getty Images

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