Terceira derrota em sete jogos, substituições que não surtiram efeito, e o trabalho cada vez mais questionado. O 1 a 0 para o Fluminense, neste domingo, na Neo Química Arena, em São Paulo, pela nona rodada, foi péssimo para o Flamengo na tabela do Brasileirão. Mas para Rogério Ceni foi pior ainda. À espera de reforços e dos jogadores que estão na Copa América, o treinador não conseguiu dar consistência ao time e tem que lidar com cobranças.
Rogério Ceni comanda a equipe diante do Fluminense, em São Paulo — Foto: Alexandre Vidal / CRF
A derrota para no clássico foi dramática como diante do Bragantino, no Maracanã. André marcou o gol decisivo quando o relógio já passava dos 45 minutos do segundo tempo e fez valer a melhora tricolor após as substituições de ambos os técnicos. As de Roger, deram certo. As de Rogério, não surtiram efeito.
- Sempre propusemos o jogo, tomamos a iniciativa em qualquer partida desde que chegamos aqui. Criamos grandes oportunidades e nem sempre convertemos em gol. Não achei o segundo tempo tão abaixo. Temos muitos jogadores na seleção. Jogávamos com quatro dez no meio. Um foi vendido, outro se machucou e dois estão na Copa América. Tivemos que mudar a maneira de jogar. Fomos muito superiores no primeiro tempo e o segundo tempo equilibrado.
"As mexidas foram para tentar buscar a vitória, como sempre fizemos, até o fim do jogo"
Com o resultado, o Flamengo cai para a nona colocação na tabela de classificação, com 12 pontos e dois jogos a menos. Quarta-feira, às 19h (de Brasília), pela décima rodada, o adversário será o Atlético-MG, e Ceni terá os retornos de Arrascaeta, Isla e Piris da Motta.
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Explicar a derrota
Queremos sempre vencer. Nem fazemos contas dos jogadores fora, dos desfalques ou não. O Flamengo quer sempre vencer. No ano passado, ganhamos o campeonato por um ponto e cada ponto deixado para trás é muito importante. Dominamos o jogo mais uma vez, tocando bem a bola, chutando a gol... A bola não entra e nos acréscimos você acaba sofrendo.
Saída de João Gomes
Acho que já era minuto 65 e o Maia entrou para ganhar ritmo e voltar. É a única maneira, temos jogos a cada três dias. Depois, colocamos o Max e empurramos o Maia para 10 para tentar ser ofensivo. É uma substituição completamente natural.
Má fase de Bruno Henrique, Vitinho e Michael
Não acho que tiveram uma queda. Acho que tecnicamente não estiveram tão bem no jogo. Bruno tentou alguns dribles e não conseguiu, o Pedro... É uma coisa particular de um dia onde não conseguiram executar as coisas que conseguem.
Faltou chance clara?
Só criamos 21 oportunidades de gol, finalizamos 21 vezes no gol. A média nossa de finalização é muito alta, quase o dobro da maioria dos adversários. Não sei como o Pedro não conseguiu finalizar tantas bolas... A bola rodou a área várias vezes. O Bruno Henrique finalizou, o Michael... O importante é que se faça gols. Uma pena que não conseguimos transformar as chances em gols. Como na maioria dos jogos, pecamos muito em finalização.
Garotos da base
Temos que olhar sempre para base. Na última partida, terminamos com seis jogadores. Dessa vez, trouxemos nove jogadores. Inclusive, o Muniz está aí, revelado pelo Flamengo e com uma grande proposta, o Matheuzinho, o Hugo, o Ryan, o Werton, o Max... São jogadores que o Flamengo tem da base, além de contratar jogadores caros. É sempre uma mescla.