Rodrigo Caetano fala de queda do Flamengo: ‘Creditamos a nossa incapacidade’

A queda na Copa Libertadores ainda é assunto no Flamengo. O diretor de futebol, Rodrigo Caetano, concedeu entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira e falou sobre a eliminação do do time na competição. O dirigente reconheceu incapacidade com as derrotas fora de casa. Segundo ele houve uma avaliação do elenco e a meta é voltar em 2018 ao torneio como obrigação.

– Foi um golpe duro demais. A Libertadores começou para gente ano passado no Brasileiro. Nós planejamos para seguir mas o detalhe ia fazer a diferença. Creditamos a nossa incapacidade. O torcedor nos acompanha e está magoado como nós. A frustração é enorme. Tínhamos condições de chegar longe. Vamos ser avaliados agora pela reação daqui para frente. É obrigação voltar em 2018 – avaliou o executivo.

O dirigente negou que houve qualquer displicência dos jogadores que entraram em campo e afirmou que nunca faltou entrega da equipe na partida.

– Não posso imaginar de um elenco que trabalhamos um dia inteiro, que se compromete, que vão tratar com menos importância um jogo desse. De todos os jogos que podemos avaliar, de todas as seis partidas na fase de grupos, o segundo tempo contra o San Lorenzo foi o que a equipe jogou mas aquém. Só nós sabemos o que vivenciamos no vestiário e no retorno. Os jogadores chorando, todos recuperamos os cacos. Isso é colocar em xeque o nível de profissionalismo – afirmou na coletiva.

CONFIRA A ENTREVISTA:

REFORÇOS

O Flamengo nem pagou todos esses jogadores. Não foi uma contratação pessoal. Houve consenso. Cada um passa por adaptação. Cada caso: Cuellar é um bom volante e foi para seleção colombiana. Aqui existe disputa interna. Mancuello com passagem por seleção. Donatti o melhor zagueiro da Libertadores e o Berrio campeão. Flamengo os trouxe para agregar experiência. O clube espera que todos possam dar retorno. Outros vieram sem custo e são titulares. Quem não é aproveitado é por uma série de questões e o Zé Ricardo que escolhe. Nossa avaliação vai ser sempre interna.

OBRIGAÇÃO

A expectativa é alta. A ideia é conquistar mais títulos além do Estadual. Não haverá caça às bruxas. Vamos fazer as correções. Não recomeçar. Se não vai errar. Vamos fazer ajustes. Perdemos três jogos no ano. Alguma explicação vamos encontrar.

FALTA DE ENTREGA

O elenco se compromete. São profissionais. Não posso imaginar que vão tratar com menor importância. Foi um segundo tempo aquém contra o San Lorenzo. Mas jamais por conta disso. Eram jogadores chorando, todos recuperando os cacos. É colocar em xeque o profissionalismo. Foi o mesmo empenho ou até mais. Temos que ter serenidade para avaliar. Jamais vai faltar entrega e vergonha.

BAIXAS NO ELENCO E CONTRATAÇÕES

Chegamos a um jogo decisivo que não deveria ter esse contexto. Chegamos com peças desgastadas. Coisas do esporte. Diego levou pancada. Donatti e Mancuello ainda voltando. O elenco numeroso tem os atletas da base. Difícil o consenso de quando usar ou não. O Flamengo se puder vai agregar mais peças. Mas vamos seguir dando espaço aos jovens. Devido a jirnada ser dura não é a eliminação que vai fazer mudar convicção. Podemos agregar mais um ou dois nomes para voltar a Libertadores.

BRASILEIRO

Para voltar a Libertadores tem que disputar sempre em cima. Queremos mais títulos esse ano. Todo jogo será uma decisão. Que amanhã já tenha uma reação em relação a esse golpe duro. A torcida quer ver agora mesmo magoada é o poder de reação. Se mostrar na sequência para buscar as primeiras colocações o torcedor virá. Nunca houve manifestação de que a equipe honrou a camisa e deixou de correr. A equipe tem essa obrigação e nós vamos cobrar.

CONCA

Tanto a inscrição no Estadual e na Libertadores foi para fazer parte do elenco. A expectativa para ele jogar existe. É um jogador contratado pela qualidade e pela recuperação. Se estivesse apto não teríamos condições de trazer. O quando são os profissionais que vão dizer. Infelizmente não jogou mo Estadual e Libertadores. Esperamos que jogue o Brasileiro.

CONTRATAÇÕES E METODOLOGIA
Quando chega no fim do ano identifica as carências. É dificil ter um brasileiro de destaque e analisamos o mercado sul-americano. Não vamos rotular nenhum deles. Gringo etc. Não pode segregar.

DIEGO

Tinhamos como meia o Mancuello. Ederson atrasou de fato. Perdemos com o Diego no Chile. Tem varias formações táticas. Jogadores da posição. Mudou o sistema. Usar o Trauco no meio. Não pode creditar a ausência dele.

ACEITAÇÃO DAS DERROTAS

Disse que foi a pior derrota. Todos estão doídos e machucados. Internamente vamos lamber as feridas e buscar a reação. Essa vai ser interna. Dividimos a dor que é até maior. E disso tem que vir uma reação rápida. A cada ano que estiver presente na Libertadores é o que aproxima da conquista.

REVER

Temos uma conversa adiantada com o Inter e o jogador quer permanecer. A Libertadores virou uma obsessão e queremos contar com ele.

DO CÉU AO INFERNO

Há dez dias havia bons valores e o trabalho estava no caminho. E depois seguimos e o Flamengo foi para a última rodada numa boa condição. A derrota do ano é para nós fazermos os julgamentos internos porque pagamos um preço alto pela incompetência de não ter pontuado em três jogos fora do Brasil. Precisamos não só jogar bem como nos impor. Isso faz diferença num torneio com esse formato. A cicatriz fica e que ela nos lembre que temos que recolocar na Libertadores para seguir melhorando para conquistar isso. Só tem um jeito que é retomar as vitórias.

Fonte: Extra

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