Rodada 3: e não é que cinco clubes já precisam espantar a pressão?

É batata: jogou em time de Série A, vai ter pressão. Vale para todos, e o tempo todo, mas ela cresce quando os resultados ruins se acumulam. Está aí o Brasileirão para nos lembrar disso – mal iniciado, o campeonato já esquenta para os lados de clubes como Corinthians, Flamengo, Cruzeiro, Sport e Coritiba. Todos eles têm a chance de respirar um pouco nesta terceira rodada, que começa na quarta-feira com sete partidas e tem complemento na quinta com outros três duelos.

> Confira aqui a tabela do Brasileirão

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Corinthians

Tite treino Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians) Tite busca soluções em mau momento do Timão (Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)

O campeão brasileiro não vence há mais de um mês. Eliminado nas semifinais do Campeonato Paulista e nas oitavas de final da Libertadores, o Corinthians acumula quatro empates e uma derrota nas cinco últimas partidas. No Brasileirão, largou com apenas um ponto em seis disputados – empate em casa com o Grêmio e derrota fora para o Vitória. Tite é cobrado para melhorar o rendimento do time enquanto lida com a possível saída de mais atletas. E não consegue dar aos reforços de 2016 o desempenho de seus antecessores – um deles, André, deve ser sacado da equipe no jogo contra a Ponte Preta, às 11h desta quinta-feira, na Arena Corinthians. A torcida dá sinais de insatisfação – na semana passada, integrantes de uma organizada se reuniram com atletas e cartolas.


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Flamengo


O Flamengo vai para o jogo contra a Chapecoense, às 21h de quarta-feira, em Volta Redonda, montado em um barril de pólvora. O começo do Brasileirão nem é o maior problema. Tem resultados comuns – vitória sobre o Sport e derrota para o Grêmio, ambas por 1 a 0. O que pega é o histórico recente: não chegou sequer à final do Carioca e caiu na Copa do Brasil para um time da Série C, o Fortaleza, com derrota nos dois jogos. Chega o fim de maio, e o time não dá sinais de evolução. Para piorar, seu treinador, Muricy Ramalho, tem problemas de saúde e pode não continuar. São esperadas mudanças na diretoria e no elenco – um cenário que fez o presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello, abdicar de acompanhar a seleção brasileira na Copa América.


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Cruzeiro


O Cruzeiro tenta se reconstruir depois do hiato criado pela diretoria na saída de Deivid. Entre a demissão dele e o anúncio de seu substituto, o português Paulo Bento, passaram-se mais de duas semanas. No período, o clube tentou, sem sucesso, a contratação de técnicos como Jorginho, do Vasco, e Ricardo Gomes, do Botafogo. Acabou apostando no estrangeiro, que estreou com decepcionante empate por 2 a 2, em casa, contra o Figueirense na rodada passada. A expectativa é de que se possa ver mais do novo treinador nesta quarta-feira, às 21h45, contra o Santa Cruz no Recife. Um bom resultado é importantíssimo para dar tranquilidade ao elenco, fragilizado pela eliminação para o América nas semifinais do Campeonato Mineiro, pelo fraco desempenho diante do Campinense na Copa do Brasil (melhorou contra o Londrina) e pelo mau começo de Brasileiro. O time é desorganizado, e Paulo Bento claramente precisará de tempo para ajeitar a casa.


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Sport


É desanimador o começo de Brasileirão do Sport. E não há surpresa nisso: combina com todo este primeiro semestre dos rubro-negros. Perder para o Flamengo e empatar em casa com o Botafogo foram apenas novos episódios de uma temporada muito fraca, que já teve troca de técnico (saída de Falcão e entrada de Oswaldo de Oliveira), perda do título pernambucano para o Santa Cruz e queda nas semifinais da Copa do Nordeste para o Campinense. O time foi muito vaiado no 1 a 1 com o Botafogo, e a diretoria busca reforços para o decorrer do campeonato . Nesta quinta-feira, o desafio é complicado: o Inter (que vem de vitória fora de casa sobre o São Paulo), no Beira-Rio, em reencontro com Danilo Fernandes, que trocou o Sport pelo Colorado e já estreou muito bem na vitória por 2 a 1 no Morumbi.


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Coritiba


A situação do Coritiba não é idêntica à dos quatro clubes acima. Seu começo de Brasileirão é melhor – primeiro, venceu o Cruzeiro; depois, esteve muito perto de tirar pontos do Santos, candidato ao título, na Vila Belmiro: levou a virada aos 51 do segundo tempo.  Mas a margem de paciência com o time é mínima. E justifica-se: o Coxa parecia favorito ao título paranaense, mas desandou na final e perdeu os dois jogos para o Atlético – 3 a 0 na Arena da Baixada e 2 a 0 no Couto Pereira. Tudo piorou na Copa do Brasil: foi eliminado pelo Juventude e lidou com muitas vaias da torcida. Agora, tem jogo tão importante quanto difícil contra o São Paulo, às 21h45 desta quarta-feira, em casa. Precisa vencer para aplacar a irritação da torcida. O técnico Gilson Kleina tem o cargo ameaçado.


Fonte: Globo Esporte
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