Em pouco tempo no Flamengo , Renato Gaúcho caiu nas graças do torcedor como treinador da equipe rubro-negra. Com goleadas, bom futebol e com um pé na semifinal da Conmebol Libertadores , ele vive lua de mel com o elenco.
Artilheiro da equipe, Gabigol é daqueles que lembram Renato Gaúcho em campo. Muitos gols, irreverência e o estilo que o torcedor do Flamengo gosta. Além do camisa 9, Renato Gaúcho conta com Arrascaeta, Everton Ribeiro e Bruno Henrique que, ao lado de Gabigol, formam um 'quarteto terror dos adversários' desde 2019. O comandante rasgou elogios aos quatro, mas não perdeu a chance de brincar com Gabi, em entrevista ao GE.
"Qualquer treinador gostaria de ter esse quarteto. É um privilégio ter esse quarteto na frente. São todos jogadores de seleção. Falo isso para eles, 'é um orgulho estar como treinador à frente de vocês'. E é uma brincadeira que o Gabriel sempre pergunta, fala que esse ataque é muito bom, e ele me pergunta quase todos os dias, 'você com esse ataque...". Eu falei 'você iria ficar no banco, você iria sobrar porque eu gosto de jogar exatamente onde você joga, e com esse trio do teu lado fica fácil de jogar. Mesma coisa eu, você iria ficar no meu banco, eu iria jogar, e você iria se divertir também me vendo jogar, como eu me divirto te vendo jogar' (risos). Esse é o nosso ambiente, é muito bom", disse Renato.
Mas nem tudo foram flores no Flamengo. Renato Gaúcho encontrou parte do elenco sofrendo muitas críticas, como os zagueiros Gustavo Henrique, Léo Pereira e Bruno Henrique. No entanto, quem mais chamou atenção do treinador foi Michael.
Contratado após uma excelente temporada em 2019 pelo Goiás, o atacante não repetiu o desempenho até a chegada do treinador. Atualmente, o camisa 19 é um dos xodós de Renato e tem sido decisivo sempre que é acionado.
"Eu me preocupei muito com o Michael. É um jogador que eu tinha pedido lá no Grêmio, quando ele estava no Goiás, mas não chegaram no acerto na parte financeira e depois ele veio para o Flamengo. Eu observava os jogos do Flamengo e via que esse garoto acima de tudo estava precisando de uma boa conversa e um carinho, de mostrar a ele o melhor posicionamento dentro do campo", disse Renato, para completar.
"Antes mesmo de chegar ao Flamengo eu já sabia do passado do garoto, um tipo de jogador que precisa ter atenção e carinho todo dia. Brinco com ele quase todos os dias, ele brinca comigo também. O grupo gosta muito dele. Precisava de alguns ajustes. Ele subiu bastante de produção e tem nos ajudado, está com uma confiança enorme, uma alegria enorme. Desde que cheguei ao Flamengo ele jogou todos os jogos comigo, começando de titular ou entrando, porque é assim que tem ser, tem que estar preparado no momento em que ele for chamado".
"Quando cheguei ele estava sendo bastante criticado, hoje a gente não ouve mais crítica. Isso é resultado do trabalho de todo mundo, mas principalmente do jogador, porque não adianta você explicar, mostrar, e o jogador chegar no campo e não demonstrar isso. Ele tem mostrado e tem feito. Sem dúvida alguma tem nos ajudado bastante", finalizou.