Renato Gaúcho se vê em Gabigol, cita conselhos e brinca com o atacante do Flamengo: "Seria meu banco"

Um mês de trabalho, nove jogos, oito vitórias, 29 gols marcados e apenas oito sofridos. Claro que ainda é cedo para avaliar, mas esses são números que refletem o melhor início de um técnico na história do Flamengo. Assim, Renato Gaúcho vai reconquistando a torcida rubro-negra. Pois o mesmo ídolo, que foi importante em títulos nas décadas de 1980 e 1990 dentro de campo, também cruzou o caminho do clube estando do lado adversário, tanto como jogador quanto treinador. E deixou feridas. Como esquecer do gol de barriga em 1995? E da rivalidade com o Grêmio em 2019? Mas agora Renato e Flamengo voltaram ao mesmo barco. Que por sinal, está de vento em popa.

Por quase 40 minutos, o técnico concedeu entrevista exclusiva ao Esporte Espetacular. Um bate-papo virtual, ainda por conta da pandemia, mas não menos espontâneo e divertido. Renato falou sério sobre o começo no Flamengo e explicou o porquê da rápida subida de produção do time. Também brincou, principalmente com Gabigol e Michael. Entre outros assuntos.

Neste domingo, Renato Gaúcho fará seu décimo jogo à frente do Flamengo. Será contra o Sport, às 16h, em Volta Redonda, pelo Campeonato Brasileiro, com transmissão ao vivo da TV Globo . E por falar em Sport, outro assunto que não poderia ficar fora é a polêmica Copa União de 1987.

Renato Gaúcho em entrevista ao Esporte Espetacular — Foto: Reprodução
1 de 6 Renato Gaúcho em entrevista ao Esporte Espetacular — Foto: Reprodução

Renato Gaúcho em entrevista ao Esporte Espetacular — Foto: Reprodução

A seguir, a íntegra da entrevista com Renato Gaúcho:

Primeiro mês de trabalho

- Tem sido ótimo. A maior dificuldade que tenho encontrado é a falta de tempo para treinar da maneira que eu gostaria, mas por outro lado a grande vantagem é que eu praticamente conhecia 90% do grupo do Flamengo. Conhecia bem os jogadores, suas características, isso me ajudou bastante. É importante todo tipo de treinamento para que eu possa conhecer ainda mais a parte tática juntamente do meu grupo. Um jogo a cada três dias realmente é um desgaste muito grande e a gente tem ficado muito tempo praticamente dentro de quatro paredes, trabalhando muito com o vídeo, justamente pela falta de tempo de trabalhar no campo. Resumindo tudo isso, sem dúvida alguma tem sido excepcional, os nossos resultados, tirando o do Internacional, mas o aproveitamento tem sido ótimo, até porque estamos disputando três competições, e cada jogo é uma decisão pra gente.

Segredo do encaixe rápido

- Era importante eu conhecer bem o grupo do Flamengo, mas eu confio bastante no meu trabalho e confio muito no meu grupo. Então, acho que a gente juntou as forças, conversamos bastante. Teve alguns ajustes aqui e ali, que é uma coisa normal de cada treinador quando chega, mesmo tendo pouco tempo. Tive algumas conversas importantes com o grupo, era necessário. Além de ter treinado com pouco tempo a parte tática, tive muita conversa principalmente no sentido de passar confiança e alegria no trabalho, é dessa maneira que o que eu gosto de trabalhar. Fui aos poucos ajustando, corrigindo, e deu no que deu. Mas os méritos todos são dos jogadores do Flamengo. O grupo é muito bom, são jogadores a nível de seleção brasileira, inteligentes. O treinador não tem que complicar as coisas, digamos assim, tem que procurar fazer alguns ajustes como foi feito e deixar eles jogarem. E os resultados estão aí.

Ajuste dos zagueiros

- São alguns ajustes. Gosto de trabalhar muito as táticas com o grupo, o vídeo, porque mostro o que eu quero que os jogadores façam. Entro na tela de vídeo e procuro corrigir, mostro na teoria para eles dentro da sala e depois vou para a prática. Converso, troco ideia, falo para eles da maneira de se comportar, de marcar, independente de quem seja o atacante, posicionamento deles. O jogador entra em campo e sabe exatamente o que deve ser feito. Fiz alguns ajustes com todos os zagueiros que estão aqui e conversei bastante com eles. Acho que era importante, para que eles pudessem sentir dentro do campo confiança para jogar. No trabalho tudo é confiança, mas não adianta só passar confiança para o jogador, você tem que corrigi-lo também. Fiquei feliz, porque em dois, três dias já vi a alegria com que eles estavam trabalhando. Esses jogadores não chegaram aqui caindo de paraquedas, do nada, chegaram porque em seus clubes jogaram bem, foram campeões. Precisavam de alguns ajustes, que foram feitos. E agora estão aí nos ajudando bastante.

Gustavo Henrique abraça Renato após fazer um gol — Foto: Marcos Ribolli
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Gustavo Henrique abraça Renato após fazer um gol — Foto: Marcos Ribolli

Sensação de estar há muito tempo no Flamengo

- É alegria do dia a dia, a conversa, as brincadeiras na hora certa que faço com eles. Eu brinco com eles, "vocês têm sido campeões, e eu também, então vamos juntar as forças e buscar mais títulos para o Flamengo". É uma grande vantagem conhecer praticamente todo o grupo do Flamengo. E deixo jogadores muito à vontade. Na hora de brincar a gente brinca, na hora da sacanagem tem a sacanagem, mas na hora de trabalhar tem o trabalho. É aquele ditado, é dando que se recebe, uma mão lava a outra, e as duas lavam o rosto. Gosto de alegria no meu trabalho, no ambiente, isso tenho certeza que consigo fazer, porque com isso tiro muito mais dos jogadores. Se o ambiente está tenso, você não tem o rendimento necessário deles. Sempre trabalho com todos, dou atenção a todo mundo, não importa se o jogador está na reserva, se é titular, trato todo mundo igual e dou liberdade para todos eles também conversaram comigo. Nosso ambiente é excepcional, acho que dá para vocês notarem isso nos jogos, no dia a dia, podem ver as imagens no treinamento. Isso é para que eu possa tirar o máximo dos jogadores, e eles sabem que tem um cara ali à beira do campo que fecha com todos eles.

Recuperação de Michael

- Eu me preocupei muito com o Michael. É um jogador que eu tinha pedido lá no Grêmio, quando ele estava no Goiás, mas não chegaram no acerto na parte financeira e depois ele veio para o Flamengo. Eu observava os jogos do Flamengo e via que esse garoto acima de tudo estava precisando de uma boa conversa e um carinho, de mostrar a ele o melhor posicionamento dentro do campo. Antes mesmo de chegar ao Flamengo eu já sabia do passado do garoto, um tipo de jogador que precisa ter atenção e carinho todo dia. Brinco com ele quase todos os dias, ele brinca comigo também. O grupo gosta muito dele. Precisava de alguns ajustes. Ele subiu bastante de produção e tem nos ajudado, está com uma confiança enorme, uma alegria enorme. Desde que cheguei ao Flamengo ele jogou todos os jogos comigo, começando de titular ou entrando, porque é assim que tem ser, tem que estar preparado no momento em que ele for chamado. Quando cheguei ele estava sendo bastante criticado, hoje a gente não ouve mais crítica. Isso é resultado do trabalho de todo mundo, mas principalmente do jogador, porque não adianta você explicar, mostrar, e o jogador chegar no campo e não demonstrar isso. Ele tem mostrado e tem feito. Sem dúvida alguma tem nos ajudado bastante.

Michael cresceu de produção com Renato no Flamengo — Foto: Alexandre Durão
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Michael cresceu de produção com Renato no Flamengo — Foto: Alexandre Durão

Privilégio de treinar o quarteto ofensivo

- Qualquer treinador gostaria de ter esse quarteto. Lembro que antes de eu chegar ao Flamengo, o Everton Ribeiro estava recebendo algumas críticas. Aí os meus amigos da praia que são flamenguistas falavam: "Pô Renato, se um dia você for para o Flamengo, você vai tirar o Everton, né?". Eu falei "de maneira alguma". O Everton não vem jogando tudo aquilo que jogava há um ano, alguns meses atrás, mas o Everton é o Everton, daqui a pouco recupera todo o futebol dele, ele é acima da média, tanto é que hoje é jogador de seleção brasileira. É um jogador muito inteligente, qualquer treinador gostaria de tê-lo no grupo. Como ele, como o Bruno, o Gabriel, o Arrascaeta. É um privilégio ter esse quarteto na frente. São todos jogadores de seleção. Falo isso para eles, "é um orgulho estar como treinador à frente de vocês". E é uma brincadeira que o Gabriel sempre pergunta, fala que esse ataque é muito bom, e ele me pergunta quase todos os dias, "você com esse ataque...". Eu falei "você iria ficar no banco, você iria sobrar porque eu gosto de jogar exatamente onde você joga, e com esse trio do teu lado fica fácil de jogar. Mesma coisa eu, você iria ficar no meu banco, eu iria jogar, e você iria se divertir também me vendo jogar, como eu me divirto te vendo jogar" (risos). Esse é o nosso ambiente, é muito bom.

Pedro e a disputa por vaga

- Para você ver como é difícil encaixar jogadores que seriam titulares, no caso do Pedro, em qualquer time do Brasil. Hoje está no Flamengo, ele sabe a posição em que ele joga, que é a mesma do Gabriel. Mas tenho conversado bastante com o Pedro, ele é jovem. É difícil você encaixar todos os cinco jogadores, porque aí não tem defesa que aguente. Mas em alguns jogos estou tentando encaixar o Pedro com o Gabriel, dependendo do que a gente precisa, dependendo do resultado. São todos jogadores de muita qualidade, isso é bom para o treinador, que tem opções.

Tem um pouco de Renato no Gabigol?

- Tem. Tenho conversado bastante com o Gabriel, tenho corrigido ele em algumas coisas, trocado algumas ideias. Não vou falar porque é um papo meu e dele. Mas falo para ele que é um jogador de seleção brasileira, tem que dar o exemplo para o treinador da Seleção e principalmente para a garotada. Eu falo da responsabilidade dele, então ele precisa corrigir algumas coisas no campo para que possa subir ainda mais de produção, para continuar nos ajudando e continuar sendo convocado. Por outro lado, eu gosto muito da personalidade dele, acho que o jogador tem que se impor sim, tem que falar. Então, ele se encaixaria na época em que eu jogava. Quando eu jogava tinha jogadores com uma personalidade muito forte. Hoje em dia é difícil você ver um jogador que nem o Gabriel, pela personalidade que ele tem, lógico que pelos gols também. Mas às vezes eu dou um puxão de orelha nele porque é necessário, e ele sabe que é para o bem dele, até por tudo que eu já passei e já vivi. Ele sabe que não é qualquer um que está falando, dando conselhos, é uma pessoa que viveu tudo isso que ele vem vivendo, e é para o bem dele. Se ele escutar e fizer, pode ter certeza que vai ter um ganho maior do que vem tendo.

Renato e Gabigol na resenha do dia a dia — Foto: Alexandre Vidal / Flamengo
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Renato e Gabigol na resenha do dia a dia — Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

Saudade da época de jogador do Flamengo

- Muita. Às vezes eu falo com Zico, que saudade do Maracanã, daquela nossa pelada de final do ano, bate saudade. O ano de 1987, quando cheguei ao Flamengo, foi um ano de ouro para mim. Realizei dois sonhos, de jogar no Flamengo e jogar ao lado do meu grande ídolo, que sempre foi e sempre será o Zico. Ainda ganhamos o Brasileiro naquele ano. E ganhei a Bola de Ouro de melhor jogador do futebol brasileiro. É lógico que dá muita saudade. Mas meu sofrimento era menor. Falo para meus jogadores: "Não me deixam sofrer lá no banco, se eu estivesse jogando vocês não iriam sofrer". Hoje temos um quarteto, mas na época éramos Zico, Bebeto e Renato. E olha que naquela época tinha muitos craques jogando também. Mas o tempo passa para todo mundo, não tem jeito. E o sofrimento é muito maior aqui fora do que lá dentro.

Os gols pelo Flamengo que não podem faltar no DVD

- O gol da semifinal (da Copa União de 1987) contra o Atlético-MG no Mineirão. A jogada do primeiro gol contra o Internacional na final desse mesmo ano lá no Beira-Rio, onde driblei dois jogadores e cruzei para o Bebeto fazer o gol de cabeça. Meu gol de bicicleta (contra o América de Três Rios, pelo Carioca de 1990), e o gol olímpico (contra o Bangu, também pelo Carioca de 1990). Mas se eu for ficar aqui falando de tudo, você tem cinco dias para me escutar (risos). Por isso que eu falo para o Gabriel que não está preparado ainda para ver meu DVD. Ele teve uma grande chance agora contra o Internacional, como em outros jogos, para chutar de direita e não chutou, ajeitou o corpo para chutar de esquerda. Falei que ele tem que chutar de direita. "No meu DVD você vai ver gol de esquerda, de direita, de cabeça, de barriga, tudo que é gol. Você não pode ficar fazendo gol somente de perna esquerda, tem que fazer gol de cabeça, tem que chutar mais de direita". São coisas que eu cobro. E ao mesmo tempo falo que é por isso que não está preparado para ver meu DVD. Para o Michael eu falo "você não pode nem escutar esse papo, imagina ver o DVD" (risos).

Renato na época de jogador do Flamengo — Foto: André Durão / Agência O Globo
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Renato na época de jogador do Flamengo — Foto: André Durão / Agência O Globo

Jogo contra o Sport neste domingo e título de 1987

- O campeão de 1987 é o Flamengo, ganhou o título dentro do campo. Não é porque hoje eu sou treinador do Flamengo que estou dando essa resposta, antes mesmo de vir eu já falava isso. É a mesma coisa, com todo respeito, você pegar hoje o time campeão da segunda divisão para disputar um título com o campeão da primeira divisão, para ver quem é o campeão brasileiro, isso não existe. Na época eram times fortíssimos na primeira divisão e tentaram mudar as regras no meio do campeonato. O Clube dos 13 tinha determinado que ia ser aquilo e foi aquilo. Eu me lembro que estava tendo essa discussão na época, que tinha que jogar contra o Sport e tal, e eu falei para o presidente da época, o Márcio Braga, "marca esse jogo, deixa isso pra gente, pode marcar". Ele falou "Renato, não é que eu não queira marcar, só não vou marcar porque foi determinado pelo Clube dos 13 que quem chegasse à final e fosse campeão, era o campeão". Falei "então tá, sem problema algum". Com todo respeito ao Sport, à torcida do Sport, mas é só parar e pensar, inverter a situação. Se o Flamengo tivesse ganhado a segunda divisão e o Sport a primeira, se eles iriam querer o confronto. Então, o Flamengo ganhou dentro das quatro linhas, já damos a volta olímpica, medalha, taça, bicho do bolso (risos). A história ninguém apaga.

Jorge Jesus

- Cada técnico tem seu perfil, sua maneira de trabalhar. O Jorge Jesus esteve no Flamengo, fez um excelente trabalho, ganhou o Campeonato Brasileiro e a Libertadores. Hoje estou tendo a oportunidade de trabalhar aqui e procuro fazer um grande trabalho também. Não estou aqui para superar o Jorge Jesus ou para ganhar tudo, ou perder tudo. A gente trabalha para ganhar. No momento estamos disputando três competições, quero vencer as três. Mas sei o quanto é difícil. Todo mundo quer ganhar, temos grandes adversários que também querem ganhar. Se a gente vai ganhar eu não sei, mas a gente trabalha para isso. Mas não estou aqui para superar. Se eu conseguir superar, ótimo. Se estou fazendo a torcida do Flamengo esquecer Jorge Jesus eu não sei, estou trabalhando, não estou aqui para competir com Jorge Jesus. Sei da minha capacidade de trabalho, até porque eu trabalhei quatro anos e meio no Grêmio e ajudei a ganhar oito títulos. Com todo respeito, o Grêmio sempre teve os pés no chão. Eu sempre brincava que "o Flamengo gastou R$ 200 milhões, a gente gasta R$ 200 mil". Ganhar como ganhei lá no Grêmio, sem gastar, aí você vê a qualidade do teu grupo e a qualidade do treinador. Hoje estou no Flamengo com o grupo mais forte, as chances de a gente conquistar aumentaram obviamente. Mas isso não quer dizer 100% que o Flamengo vai ser campeão. A gente trabalha para isso, eu quero ganhar o Brasileiro, a Copa do Brasil, a Libertadores, quero chegar no Mundial e ganhar também. Mas insisto que nós temos adversários fortíssimos que pensam da mesma forma.

A frase dos R$ 200 milhões

- Quero que ela passe para R$ 400, R$ 500 milhões. Quanto mais o Flamengo puder gastar, aí vão esquecer dos R$ 200 milhões (risos). Entendo o momento do Flamengo hoje, mas o Flamengo é muito grande, daqui a pouco tudo volta ao normal, daqui a pouco o Maracanã está aberto, e a torcida do Flamengo é fundamental. Quem sabe daqui a pouco o Marcos Braz, o presidente Landim, o Bruno (Spindel) possam falar que a gente pode gastar R$ 300, R$ 400, R$ 500 milhões. Quanto mais forte o grupo jogadores, maiores as chances de você ganhar título.

O comandante em ação à beira do campo — Foto: REUTERS/Cesar Olmedo
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O comandante em ação à beira do campo — Foto: REUTERS/Cesar Olmedo

Gol de barriga e a relação com os rubro-negros

- A torcida do Flamengo sempre pediu para tirar fotos comigo e 90% deles falavam: "Poxa, aquele gol de barriga... Mas você sempre honrou a camisa do Flamengo, ajudou a conquistar títulos também, então está perdoado". Acho que é essa relação, sempre fui ídolo da torcida do Flamengo. Na época do Fluminense eu sempre fui profissional, da mesma forma que eu fui quando coloquei a camisa do Flamengo. A maior prova de que o torcedor não ficou, digamos assim, tão bravo com o gol de barriga é que hoje ele me aceita como treinador do Flamengo. Então, se ainda tem um pouquinho de dívida por causa daquele gol, tenho certeza que tenho trabalhado bastante para conquistar títulos. A torcida está me aceitando bem e espero retribuir esse carinho todo colocando faixa no peito, dando volta olímpica, porque sou 100% vencedor, nasci para vencer como jogador e como treinador. E espero dar continuidade juntamente desse grupo. Eu falo isso quase todos os dias, que entro aqui no Ninho do Urubu e vejo as paredes todas com fotos lindas deles comemorando títulos merecidamente. Falo para eles que eu também quero estar naquela parede, mas para isso vou precisar da ajuda deles dentro de campo. Realmente são fotos lindas, mas tem algumas paredes em branco ainda por aqui e quero estar presente nelas comemorando títulos.

Fonte: Globo Esporte