Há uma semana da partida mais decisiva do ano, o Flamengo conheceu os seus maiores adversários: os problemas físicos e o elenco curto. Mas mesmo esfacelado para enfrentar o Fortaleza, nesta quarta-feira, no Castelão, Jorge Jesus conseguiu fazer milagre. A vitória por 2 a 1 foi emblemática por ser nos acréscimos e com Reinier, que fez valer a desconvocação da seleção brasileira sub-17 e toda a polêmica junto a CBF.
O rubro-negro segue líder do Brasileiro, agora com 61 pontos, mas não teve uma noite brilhante. O Flamengo foi a campo com oito desfalques, sendo cinco titulares — Arrascaeta, Bruno Henrique, Everton Ribeiro, Filipe Luís e Rafinha —, e ainda perdeu Lucas Silva aos 15 minutos.
Não houve entrosamento que resistisse a tantas mudanças. Sem criatividade e espaçado, o rubro-negro virou uma equipe comum diante do Fortaleza — evidenciado pela péssima atuação de João Lucas, o mais explorado do sistema defensivo. De quebra, Gabigol revelou estar “se sentindo tonto” e Gerson foi substituído no intervalo por cansaço.
Uma das poucas características que este Flamengo lembrou do líder absoluto do Brasileiro foi a busca incessante pela posse da bola. Foram 68% de domínio, mas que não foi convertido em bolas na rede nas poucas oportunidades criadas.
O jogo parecia ter ido por água abaixo quando Pablo Marí cortou o cruzamento de Tinga com o braço. Pênalti assinalado após consulta ao VAR e convertido após cobrança de Bruno Melo.
Felizmente, a tecnologia também apareceu à favor do Flamengo. O árbitro de vídeo enxergou toque de mão de Quintero após cabeçada de Rodrigo Caio e apontou a marca da cal. Gabigol honrou o apelido e marcou o seu 19º gol no Brasileiro.
Então, veio o momento chave. Quando tudo caminhava para o 1 a 1, Reinier apareceu como herói ao cabecear no ângulo após lateral para a área. Gol com cara de campeão.