Filipe Luís não deixou de reconhecer a atuação longe do ideal do Flamengo diante do Deportivo Táchira, mas exaltou a postura de competitividade que a equipe apresentou na Venezuela, ao vencer por 1 a 0 na estreia da Libertadores, com gol de Juninho. Além disso, o treinador mostrou surpresa com a linha de cinco defensores montada pelo adversário, que não impediu a vitória rubro-negra, de toda forma.
— Vou tranquilo com uma grande vitória. Uma vitória muito difícil. Não é fácil vencer na Libertadores. Reconheço que não foi nosso melhor jogo, não estávamos refinados hoje à noite. O adversário nos colocou em situações que complicou bastante. Mas sempre penso que, quando o time não está em uma boa noite, (temos que) competir — disse Filipe na coletiva.
— Nem sempre vamos jogar bem e ser dominadores. O adversário tinha um plano de jogo interessante. Nos causou dificuldades em algum momento, principalmente em contra-ataque e na profundidade. Me surpreendeu a mudança de sistema, o Táchira não vinha jogando com uma linha de cinco, e isso me gerou surpresa. Não foi nossa melhor noite, mas o importante é que o time soube competir bem para poder vencer — reconheceu.
Além disso, o técnico lembrou da longa viagem feito pelo elenco na quarta-feira, do Rio de Janeiro à cidade de San Cristóbal.
— Tinha certeza absoluta que o jogo ia ser difícil. A gente do Rio 10h e chegamos 23h na Venezuela. No final das contas, temos um orçamento maior, um time mais caro, mas entram 11 contra 11 no campo. Jogamos na casa do adversário, tem qualidade, têm um plano de jogo muito claro, nos criaram dificuldades. Meus zagueiros fizeram um jogo esplêndido e tiraram várias bolas cruciais. Poderia ser outro resultados, sim, mas, na Libertadores, nunca é fácil. Temos que valorizar muito essa vitória.
Ao vencer o Táchira, o Flamengo voltou a somar três pontos em um jogo fora de casa da Libertadores após três anos. Diante do jejum quebrado, Filipe Luís voltou a reconhecer a atuação abaixo da crítica, mas suficiente para terminar no resultado positivo e com jogadores ganhando mais confiança.
— Outro dia, me perguntaram o que prefiro: vencer ou jogar bem. Prefiro vencer jogando bem, mas, se puder escolher, a vitória é sempre o mais importante. Por mais que não tenha sido o melhor jogo coletivamente, foi bom para alguns jogadores que precisava ganhar confiança, recuperar ritmo e se sentir confortáveis dentro de campo. Não é fácil ganhar de ninguém. Fora de casa, com uma viagem tão cansativa, que não é desculpa... Meu time soube competir bem, passar pelos momentos de dificuldade, e eu valorizo muito essa vitória, porque me demonstra que esses jogadores não querem parar de vencer.